::: Numa noite fria e chuvosa de setembro de 1992, o dr. Mahlon Johnson, neuropatologista de Nashville, tennessee, é chamado a fazer uma autópsia em mais uma vítima da AIDS. Docente daquela universidade, o dr. Johnson participava, havia pouco mais de um ano, de um projeto de pesquisa que visava acelerar o diagnóstico e o tratamento das infecções cerebrais desenvolvidas por pacientes com AIDS, e contribuía com os dados resultantes de suas autópsias para o desenvolvimento daquela pesquisa.
Iniciando o trabalho rotineiro, não mais que a fina camada de látex das luvas separava suas mãos do vírus letal. Então, numa fração de segundo, os dedos do dr. Johnson escorregam rumo ao bisturi ensanguentado e uma dor aguda estremeceu-lhe o braço: o corte havia sido profundo. Atônito, em pânico, o neuropatologista vê o sangue infectado misturar-se ao seu. :::

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