terça-feira, 20 de outubro de 2026

21-12 - Dustin Thomason

21-12, Dustin Thomason, Editora Paralela, 2012, capa brochura, 278 páginas, 397gr.

::: Em Los Angeles, nem todo mundo acreditava que o mundo acabaria em 21 de dezembro de 2012: luzes vermelhas e verdes decoravam cada canto da cidade para as festas de fim de ano.

Assim, no dia 11 de dezembro - como fazia todos os dias -, o dr. Gabriel Stanton acordou cedo, passeou pelo calçadão de Venice Beach e parou no Groundwork Café, antes de seguir para seu laboratório no Centro Príon de Controle de Doenças. Ao chegar lá, contudo, recebeu uma ligação. Urgente.

Enquanto isso, Chel Manu, uma importante pesquisadora em linguística e epigrafia maia do Getty Museum, é interrompida em seu escritório por um comerciante do mercado negro de antiguidades que - desesperado - implora para que ela guarde por um tempo a sua aquisição mais recente. :::

domingo, 11 de outubro de 2026

Braços para a Colheita - Sazonalidade e Permanência do Trabalho

Braços para a Colheita - Sazonalidade e Permanência do Trabalho, Cláudia Alessandra Tessari, Editora Alameda, 2012, capa brochura, 334 páginas, 493gr.

::: Neste livro, Cláudia Tessari, professora de economia da Universidade Federal de São Paulo, trata de um dos temas mais importantes da história econômica brasileira: a transição do trabalho escravo para o livre na grande lavoura. O livro vai focar essencialmente nas mudanças ocorridas nas condições de trabalho na virada do século XIX para o XX que afetaram profundamente a sociedade brasileira. Claudia Tessari nos mostra, desta maneira, como a transição do trabalho escravo para o livre na grande lavoura se processou de modo bastante desigual conforme as regiões do país. :::


O olhar pornô - A representação do obsceno no cinema e no vídeo

O olhar pornô - A representação do obsceno no cinema e no vídeo, Nuno Cesar Abreu, Editora Alameda, 2ª edição, 2012, capa brochura, 262 páginas, 301gr.

::: A pornografia e o erotismo transitam num terreno marcado por contradições, um território não determinado, uma fronteira entre situações opostas, uma tensão entre polaridades. Ao se instalarem, atuam como transgressoras das interdições - que por sua vez, fazem parte de um conjunto de contradições. Essa impossibilidade de traçar limites precisos entre o erótico e o pornográfico é sinal de sensatez e um bom ponto de partida para este estudo, tendo em vista o jogo semântico que cerca o uso social desses conceitos. :::


quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Estudos Americanos - Castilhos Goycochêa

Estudos Americanos, Castilhos Goycochêa, Editor V. P. Brumlik, 1961, encadernado com a capa brochura, 120 páginas, 400gr, bem conservado, apenas com manchas na capa e contracapa brochuras. 

::: Acham-se reunidos neste volume trabalhos escritos há já algum tempo, sendo que alguns foram publicados no "Jornal do Comércio", do Rio, e outros no boletim do "Centro Gaúcho", de São Paulo. São pequenos ensaios e pequenos estudos biográficos. 

A esta obra, que intitulei de Estudos Americanos, porque versando apenas assuntos do Continente e divulgando notas sobre homens do Brasil, seguir-se-á outra de maior envergadura, A Diplomacia de Dom João VI em Caiena, para cuja elaboração recebi convite honrosíssimo do meu dileto amigo Ministro Hélio Lobo, de saudosa memória, quando Diretor do Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores, mas que até a atualidade não foi publicada. 

Teve remate, em tais condições, meu propósito tão carinhosamente acalentado de prosseguir nos estudos sobre Filosofia das Ciências, isso a contra-gosto meu. 

Para coligir e organizar os elementos que integram este volume, tive o auxílio precioso de Geraldo A. de Camargo, do Museu Imperial desta Cidade, e para a confecção do volume a boa vontade do Dr. Victor Pedro Brumlik, proprietário da Editora que tem seu nome. 

À proficiência de um e à boa vontade de outro, soma-se a assistência fraternal do meu amigo de sempre, Dr. Oscar de Aguiar Moreira, sem a qual não ousaria empreender a publicação de Estudos Americanos.

Aos três meu reconhecimento. :::










Expedición a la Tierra - Arthur C. Clarke

Expedición a la Tierra, Arthur C. Clarke, Edhasa, 2010, capa brochura, 18x11,5cm, 317 páginas, 243gr.

::: Expedición a la Tierra marca un hito en la obra de Arthur C. Clarke sobre todo por contener el cuento que cambió radicalmente el panorama de la ciencia ficción, "El centinela", que le serviria de base para escribir luego el guión cinematográfico de "2001: una odisea del espacio".

Los once cuentos breves recogidos en este livro ponen de manifiesto la versatilidad de Clarke, que ha abordado todos los grandes temas que caracterizan el género, quizá más que ninguna otra de sus obras, son perfecto ejemplo del peculiar e irónico sentido del humor que convierte a Clarke en un autor inconfundible. Relatos ya célebres como "Superioridad", "Juego de escondite" o el propio "Expedición a la Tierra" se cuentan entre los más personales y logrados que ha dado hasta la fecha la literatura de ciencia ficción. :::


Noveletas marginais - Augusto Thompson

Noveletas marginais (Autografado), Augusto Thompson, Editora Achiamé, 1988, capa brochura, 112 páginas, 142gr.

::: Rio, a uma ação de contrabando na Baía de Guanabara, a uma penitenciária. Deputados e malandros, samangos e mocorongos, os que arrumam lambança e os que targiversam sobre a divisão dos poderes, os que barrufam baseados sem mas-mas e os que milongam sobre o sacerdócio da judicatura, os réus e os juízes não escapam à lâmina afiada do estilo de Augusto Thompson.

E a personagem principal destas noveletas é uma certa ideia de justiça. Uma certa perplexidade torturada. Diz um dos personagens: "Substituí a fé em Deus pela fé social. Me imponho a obrigação de ser útil aos meus semelhantes. Século passado mataram Deus, no atual tentam matar o Homem. Na minha humildade, luto contra". 

Sim, é preciso resistir, erguer uma muralha humanista contra a maré totalitária em que tudo e por tudo vê apenas destino e desvio, aberração e doença. :::





Seminário sobre a juventude - Aldo Busi

Seminário sobre a juventude, Aldo Busi, Editora Rocco, 1987, capa brochura, 309 páginas, 301gr.

::: Ex-garçom, chofer, intérprete, tradutor de Goethe e Flaubert, Aldo Busi, a maior revelação literária italiana dos últimos tempos, utilizou muito de suas próprias experiências como tema do primeiro romance.

De uma pequena região no norte da Itália ao centro esfuziante da Europa, um menino viaja pela juventude. Descobertas, emoções, sexo, amizade, interesse, corrupção, ódio e amor se sucedem ao longo do fio contínuo de uma existência em que o niilismo é a tônica.

Considerado um romance de mestre e um título a ser lido e relido com intensidade, Seminário sobre a juventude foi unanimemente consagrado por crítica e público em todo o mundo. Riqueza temática, inspiração expressiva e originalidade permeiam uma narrativa em que estão presentes a seriedade, a ironia, a agressividade e o lirismo. Uma bela lição de como se deve escrever a vida. :::

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Joaquim Nabuco e o Brasil na América - Brasiliana 270

Joaquim Nabuco e o Brasil na América, Volume 270 da Brasiliana, Olímpio de Souza Andrade, Companhia Editora Nacional, 2ª edição, 1978, capa brochura, 122 páginas, 176gr.

::: O "europeu" e os assuntos americanos :: Do Prata à reclusão voluntária :: Um forte monroísta entre Londres e Washington :: Na zona neutra de paz e livre competição humana :: Simpatia e confiança para o americanismo do Brasil :: Terceira Conferência Pan-Americana :: O passado e o presente na viagem a São Paulo e Minas :: Os bastidores de Haia e o edifício da União Pan-Americana :: Doutrinando nas Universidades :: O americano e os assuntos europeus :: O leitor Joaquim Nabuco e o livro de Bagehot :: Vamos salvar Massangana? Os sertões numa frase de Nabuco :::

Devoradores de sombras - Richard Lloyd Parry

Devoradores de sombras, Richard Lloyd Parry, Editora Três Estrelas, 2015, capa brochura, 493 páginas, 599gr. 

::: Em 2000, a inglesa Lucie Blackman desapareceu em Tóquio. A investigação policial levou à descoberta de um crime abominável e à prisão de um milionário, Joji Obara, predador sexual capaz dos mais mirabolantes subterfúgios. Neste livro-reportagem, o jornalista Richard Lloyd Parry faz uma reconstituição impactante da vida na capital japonesa, do crime e do julgamento, ao mesmo tempo que cria o espantoso retrato de uma jovem sonhadora e de sua família, atingida pela tragédia de um bárbaro assassinato.

Considerado por várias publicações um dos melhores livros de não ficção de 2012, Devoradores de sombras é um legítimo herdeiro dos clássicos A sangue frio, de Truman Capote, e A canção do carrasco, de Norman Mailer. :::

Modernidades negras - A formação racial brasileira (1930-1970)

Modernidades negras - A formação racial brasileira (1930-1970), Antonio Sérgio, Alfredo Guimarães, Editora 34, s/d, capa brochura, 297 páginas, 369gr. 

::: Autor mais citado do país nos estudos sobre relações de raça, classe e cor, e defensor de primeira hora das ações afirmativas e das cotas raciais, Antonio Sérgio Alfredo Guimarães reviu e reuniu aqui seus textos mais emblemáticos, alguns deles considerados já clássicos, sobre a constituição da intelectualidade e da consciência negras no Brasil do século XX. Estes ensaios, que incluem uma revisão do recente “A democracia racial revisitada”, foram articulados sob o conceito de “formação racial”, ou seja, o processo de ressignificação política que diferentes grupos fizeram do termo racista original, “negro”, como modo de identidade política para reorganizar a revolta, a luta pela igualdade e a construção de um novo imaginário coletivo — uma nova cultura, antirracista, descolonial e autêntica, que busca firmar um novo humanismo. :::


Memorial do inferno - A saga da família Almeida no Jardim do Éden

Memorial do inferno - A saga da família Almeida no Jardim do Éden, Valdeck Almeida de Jesus, Editora Scortecci, 2005, capa brochura, 195 páginas, 239gr.

::: Valdeck, enfim lá vai. Boa sorte! Um dia recebi um e-mail de Valdeck falando que queria que eu escrevesse um texto para a introdução do seu livro. Assim fez a minha cabeça: uma série de interrogações, interjeições, pontos seguimento e por fim um ponto final. Esse ponto final veio do reconhecimento da importância de ouvir os outros - suas histórias, suas angústias, suas vitórias, enfim... Tentar por uns instantes reeducar o nosso olhar para a história do outro, e assim reavaliar ou estimular ou reafirmar valores da nossa própria história. :::



Filosofia e Violência: Sentido e Intenção da Filosofia de Éric Weil

Filosofia e Violência: Sentido e Intenção da Filosofia de Éric Weil, Marcelo Perine, Edições Loyola, s/d, capa brochura, 338 páginas, 398gr. 

::: Para Éric Weil, a polaridade de filosofia e violência exprime a profunda significação ética do ato de filosofar, o ato de uma liberdade que escolhe a razão e, por isso mesmo, situa e julga a não-razão, que tem lugar na recusa do consenso sensato, na recusa do universal, que abandona o indivíduo ao absurdo da violência. A filosofia de Weil parece alcançar aqui a fronteira última do espaço espiritual da nossa civilização, que acolhe em seu seio o ato de filosofar e que, por conseguinte, admite como ideal a busca da satisfação, não da desrazão do mais forte, mas na razão do melhor ou do mais justo. É aí que reside o motivo profundo da atualidade de Éric Weil, que se impõe a quantos se aproximam de sua obra. :::


Fogo com fogo - O novo poder feminino - Naomi Wolf

Fogo com fogo - O novo poder feminino e como o século XXI será afetado por ele, Naomi Wolf, Editora Rocco, 1996, capa brochura, 453 páginas, 520gr. 

::: Muitas mulheres aprovam os objetivos do feminismo, mas não se dizem feministas. Neste estudo, Naomi Wolf, autora de O mito da beleza, aborda o movimento em si, bem como a visão que dele tem a mulher comum, não ativista.

Procurando sempre "equilibrar o desequilíbrio do poder entre os sexos", explica a autora, o movimento feminista pode ter cometido um erro ao identificar as mulheres como vítimas da sociedade, ao estimulá-las para a união através da dor, e não do prazer.

É diante desta distorção que Naomi Wolf nos apresenta o feminismo do poder. Nada mais que uma visão aberta e realista da mulher vencedora, de seus desejos e possibilidades, prontos a serem concretizados na próxima virada de século. :::

Um pé de milho - Rubem Braga

Um pé de milho, Rubem Braga, Editora Record, 6ª edição, 2002, capa brochura, 176 páginas, 211gr.

::: Entre os livros de Rubem Braga, este ocupa um lugar de destaque pelos louvores recebidos da crítica especializada, ao sair a sua primeira edição, e pelos aplausos e imediata aceitação que mereceu dos leitores. 

Em Um pé de milho, encontram-se algumas crônicas intensamente líricas, inspiradas por um grande amor, caso de "Passeio à infância", "Não mais aflitos" e "Dia da Marinha"; uma joia de humorismo que é "Aula de inglês"; várias outras histórias que são pequenos folhetins surrealistas, como o caso do corrupião e o do caminhão cheio de dinheiro; crônicas de costume e de política, recordações de Paris e Casablanca, flagrantes de Cachoeiro, no Espírito Santo, onde nasceu, e do Rio de Janeiro, cidade que o adotou e foi por ele adotada. :::

Sobre o Islã - A afinidade entre Muçulmanos, Judeus e Cristãos e as origens do terrorismo

Sobre o Islã - A afinidade entre Muçulmanos, Judeus e Cristãos e as origens do terrorismo, Ali Kamel, Editora Nova Fronteira, 2007, capa brochura, 321 páginas, 394gr. 

::: Escrito de forma a prender a atenção, até mesmo do leitor não particularmente interessado em temas políticos ou religiosos, “Sobre o Islã” é uma lição de como fazer uma boa análise de um assunto que ocupa parte significativa do noticiário atual. Kamel certamente conseguirá atingir os objetivos expressos logo no início da obra junto àqueles que dedicarem algumas horas à leitura de seu livro: “Estarei satisfeito se conseguir (…) ressaltar que as três religiões monoteístas têm mais pontos em comum do que antes o leitor imaginava”, e “dar ao leitor ainda mais certeza de que nenhuma delas é base para o horror do terrorismo”.

"Quando comecei a escrever o livro, dei-me conta de que eu devia evitar o caminho de mostrar mais as diferenças, de realçar o que o Islã tem de estrangeiro, de exótico, de estranho, caminho que a maior parte dos livros sobre o assunto costuma trilhar. Eu apostei em outra estratégia: dar ênfase ao que é familiar, ao que é comum, ao que é semelhante". :::

Entre Impérios - Formação do Rio Grande na Crise do Sistema Colonial Português

Entre Impérios - Formação do Rio Grande na Crise do Sistema Colonial Português (1777-1882), Maximiliano M. Menz, Editora Alameda, 2009, capa brochura, 293 páginas, 341gr.

::: Este livro evidencia o papel-chave desempenhado pelo novo território na "formação" do próprio Brasil. Por ali se trocavam prata e ouro, num movimento fundamental para a compensação das balanças do comércio colonial, analisadas em detalhe pelo autor. Ali se realizava a rivalidade de portugueses e espanhóis, em avanços e recuos geralmente violentos sobre terra alheia - pois além do contrabando de mercadorias e de metais preciosos estava em jogo o controle dos rios da bacia do Prata, pelos quais era muito mais rápido e simples do que por terra viajar para o centro do continente; não é à toa por ali também se travou a Guerra do Paraguai algumas décadas mais tarde. :::

Lésbia - Maria Benedita Bormann

Lésbia, Maria Benedita Bormann, Editora 106 Clássicos, 2021, capa brochura, 176 páginas, 291gr. 

::: Na sociedade patriarcal brasileira do ocaso do século 19, as funções em geral reservadas às mulheres resumiam-se praticamente às de gestora do lar e mãe. A poucas era possível exceder o fado da submissão para cumprir algum papel de destaque, e menos ainda as que se valiam desse privilégio para denunciar tal situação. Maria Benedita Bormann, uma gaúcha de nascimento radicada no Rio de Janeiro da vibrante belle époque, foi uma dessas exceções, e o expediente que escolheu foi a escrita.

Em Lésbia, ela narra as aventuras e desventuras de Arabela, jovem de educação requintada e grande sensibilidade que supera a experiência de um casamento marcado pela repressão e humilhação para se destacar como escritora, execrando a ideia de um novo matrimônio. Embora extremamente bonita e talentosa, ela precisa enfrentar o menosprezo e a cobiça masculina para se impor. O coração, porém, a trai no momento em que julga ter alcançado a maturidade emocional que supostamente a imunizaria de mais decepção e tragédia. :::

Conceito de Civilização Brasileira - Volume 70 da Brasiliana

Conceito de Civilização Brasileira, Volume 70 da Brasiliana, Affonso Arinos de Mello Franco, Companhia Editora Nacional, 1936, encadernado com a capa brochura, 238 páginas, 378gr.

::: No livro Conceito de Civilização Brasileira (1936), Affonso Arinos de Mello Franco busca definir o que seria uma “civilização brasileira”, contrapondo cultura e civilização e refletindo sobre a identidade nacional. Ele critica a desordem intelectual de sua época e propõe uma reelaboração conceitual que unifique a diversidade cultural do país.

Arinos considerava a intelectualidade brasileira da época “obscurantista e sem complexidade”, vivendo um momento de “desordem intelectual”. Ele via a necessidade de reelaborar conceitos para dar unidade ao país, inspirado em valores do período imperial. História, sociologia, antropologia e psicologia são usadas para fundamentar suas reflexões. :::


Correspondência Política de Mauá no Rio da Prata - Brasiliana 227

Correspondência Política de Mauá no Rio da Prata (1850-1885), Volume 227 da Brasiliana, Prefácio e notas de Lidia Besouchet, Companhia Editora Nacional, 1943, capa brochura, 18,5x13cm, 251 páginas, 294gr.

::: "Na preparação do livro "Mauá y su época", tive ocasião de reunir grande parte da correspondência de Mauá que existe esparsa pelos países do Rio da Prata. A maioria desta correspondência está totalmente inédita, e uma pequena parte publicada em folhetos de circulação restringida ou esgotada, como as do Ministério das Relações Exteriores do Uruguai. 

Para maior simplificação do presente trabalho, resolvi dividi-lo em dois volumes. O primeiro abarcando a correspondência de Mauá com Andrés Lamas, Herrera, Gabriel Pereyra, etc., isto é, com personalidades uruguaias, e o segundo, a trocada com Mitre, Urquiza, etc., isto é, com políticos argentinos". 

::: A Lamas :: Do visconde do Rio Branco :: A Lamas :: De Lamas :: A Nin Reyes :: A Lamas :: A Pereyra :: A Lamas :: De Lamas :: A Lamas :: De Lamas :: A Herrera :: A Lamas :: A Nin :: e mais :::



terça-feira, 6 de outubro de 2026

Tempo de retiro e tempo de vigília - Trigueirinho

Tempo de retiro e tempo de vigília, Trigueirinho, Editora Pensamento, 1990, capa brochura, 156 páginas, 188gr.

::: Nenhuma força externa desintegradora pode impedir que o indivíduo busque o próprio contato, a menos que se distraia com ela. Mesmo que tenha reações mais ou menos conscientes, mesmo que sofra ataques dessas forças hostis, mesmo que as circunstâncias cármicas que o cercam sejam desfavoráveis, nada disso precisa pesar no seu trabalho de aprofundamento espiritual, pois que este é essencialmente secreto.

No decorrer dos trabalhos de vigília, por exemplo, muitos fatos interiores podem acontecer, pois cada indivíduo terá se oferecido em silêncio para que esses momentos se processem livremente, dentro e fora dele.

Cada um de nós tem o seu sistema subjetivo de ir ao encontro dos níveis superiores, embora possa não ter consciência dele. :::




O Palácio do Desejo - Volume II da Trilogia do Cairo

O Palácio do Desejo - Volume II da Trilogia do Cairo, Nagib Mahfuz, Bestbolso, 2008, capa brochura, 18x12cm, 641 páginas, 453gr.

::: Ao longo da aclamada trilogia do Cairo, Nagib Mahfuz reproduz a evolução das ideias que marcaram profundamente a sociedade egípcia entre as duas grandes guerras. Ao narrar o cotidiano da família de um pequeno comerciante do Cairo, Ahmed Abd el-Gawwad, o autor destaca a contradição de um homem severo e cumpridor dos rígidos deveres religiosos no ambiente doméstico, mas que se revela afável e sedutor fora de casa. Nesse segundo volume, repleto de sensualidade e beleza, a autoridade de Ahmed está abalada por diversos acontecimentos: os filhos crescem e revelam, por meio de suas paixões, como suas personalidades são distintas e como a família é contraditória. Nagib Mahfuz, uma das maiores referências da literatura islâmica, resgata, com seu texto romanceado, uma parte importante da história social do Egito. :::

A Revolta do Inquisidor - Raphael Prats

A Revolta do Inquisidor, Raphael Prats, Editora Novo Século, 2015, capa brochura, 192 páginas, 228gr.

::: Dos séculos XV ao XVII, o Tribunal da Inquisição tirou de circulação inúmeros documentos científicos e Filosóficos e também proibiu os cientistas de exporem suas ideias para a sociedade da época. Mesmo tendo trabalhado a vida inteira em favor da Inquisição, Tommaso Tirabosco toma uma decisão corajosa- recuperar alguns desses documentos e garantir que o conhecimento não se perca nas fogueiras.Para isso, conta com a ajuda de seu assistente Giancarlo em uma corrida contra o tempo a fim de recuperá-los.Desconfiando das atitudes suspeitas do inquisidor rebelde, o bispo Alexio e o cardeal Agostino começam uma caçada para proteger a Igreja e garantir que esses documentos nunca sejam recuperados. :::


Genealogia da Família Amaral - Roberto Amaral

Genealogia da Família Amaral - História milenar de heroísmo, fé cristã e empreendedorismo, Roberto Amaral, Paco Editorial, 1ª edição, 2022, capa brochura, 140 páginas, 188gr. 

::: A Península Ibérica do Século X era dominada, na sua maior parte, pelos muçulmanos; dois terços das terras habitadas estavam sob o controle deles. Enquanto os cristãos ficavam limitados à região da Galícia e litoral norte.

O centro de comando muçulmano na península era Córdoba. Imponente, era referência cultural e científica.
Abd-El-Ramãn nasceu em Córdoba, no ano de 891. Ramiro em Leão, no ano de 900.

A Batalha de Simancas, iniciada em 29 de junho de 939, fazia parte de um projeto do califado de Córdoba que objetivava exterminar o rei cristão Ramiro II e a sua habilidosa tropa de guerreiros. Assim, Abd-El-Ramãn III preparou a maior máquina de guerra de todos os tempos, formada em Al-Andalus.

Noventa mil soldados muçulmanos marcharam para o planejado massacre dos cristãos. Mas, na defesa dos territórios de Leão estava Ramiro II com suas geniais estratégias de guerra, profundo conhecimento do território disputado e detentor de informações preciosas sobre o inimigo.

Aquele momento era decisivo para a história do cristianismo na península. Decisivo para o nascimento futuro de duas nações: Portugal e Espanha. :::



Do Novo Mundo ao Universo Heliocêntrico - Luiz Carlos Soares

Do Novo Mundo ao Universo Heliocêntrico, Luiz Carlos Soares, Editora Hucitec, 1999, capa brochura, 259 páginas, 322gr. 

::: Este livro, muito bem escrito e concatenado, aborda de forma original um dos temas centrais da História Social da Ciência e da Tecnologia. Insere-se na discussão das causas da Revolução Copernicana do século XVI, aprofundando o papel exercido pelas grandes descobertas marítimas protagonizadas pelos portugueses e espanhóis a partir do século anterior. Descobertas cujo impacto no campo intelectual e cultural europeu não havia, até agora, merecido a devida atenção. :::

Evolução industrial do Brasil e outros estudos - Brasiliana 349

Evolução industrial do Brasil e outros estudos, Volume 349 da Brasiliana, Roberto C. Simonsen, Companhia Editora Nacional, 1973, capa brochura, 479 páginas, 669gr. 

::: Evolução Industrial do Brasil e outros estudos, de Roberto Simonsen, é uma obra clássica que defende a industrialização como caminho essencial para o desenvolvimento econômico e a soberania nacional. O autor combina análise histórica da economia brasileira com propostas de planejamento estatal para superar o atraso produtivo.

Simonsen resgata os primeiros passos da produção manufatureira e sua relação com a economia colonial e cafeeira. Para ele, o atraso brasileiro não era moral ou institucional, mas estrutural — dependência de produtos primários e falta de progresso técnico interno. O mercado sozinho não garantiria a industrialização; era necessário planejamento econômico, investimento em infraestrutura e proteção à indústria nascente.

Simonsen defendia o desenvolvimentismo e o planejamento, enquanto Gudin sustentava o liberalismo clássico. Esse embate moldou a política econômica brasileira.

O autor recorreu a inventários, cartas régias, regulamentos e documentos raros para fundamentar sua análise. :::



Pequena História Sentimental de Cataguases - Enrique de Resende

Pequena História Sentimental de Cataguases, Enrique de Resende, Editora Itatiaia, 1969, capa brochura, 165 páginas, 260gr.

::: Pioneirismo, desenvolvimento e civilização :: A Abolição e a República em Cataguases :: A Febre Amarela e o Hospital de Cohen :: As Intendências e as Câmaras Municipais :: A Revolução de 30 e os prefeitos municipais :: Verde e o Movimento Modernista Brasileiro :: Presença de Niemeyer e Portinari no Meia-Pataca :: Humberto Mauro e o Cinema Nacional :: Industrialização e progresso :: Os nossos forais :: Ata da Primeira Sessão da Câmara Municipal de Cataguases :: Sítio e posição :::


segunda-feira, 28 de setembro de 2026

As Cidades do Brasil: Salvador

As Cidades do Brasil: Salvador, Eder Chiodetto (fotos) e Tom Zé (texto), Publifolha, 2006, trilíngue, formato 14x21cm, 104 páginas, 264gr.

::: A Bahia não exclui. Em Salvador, rico ou pobre, capitalista ou vagabundo, todo mundo tem seu santo. :::

Ser solteiro (a) num mundo de casados - Xavier Amado e Judith Kiersky

Ser solteiro (a) num mundo de casados, Xavier Amado e Judith Kiersky, Editora Gente, 2003, capa brochura, 284 páginas, 407gr.

::: Todo mundo da sua turma já se casou? Você não aguenta mais sua família perguntar será a sua vez? Vive escutando que é "exigente demais" ou que "assusta os pretendentes"? Questiona se o problema está no sexo oposto ou em você mesmo (a)?

Saiba que você não está sozinho (a). Neste livro, os psicoterapeutas Xavier Amado e Judith Kiersky faltam de pessoas como você. Gente que quer curtir sua solteirice com alegria e tranquilidade enquanto o verdadeiro amor não aparece, mas não sabe como se livrar das cobranças da sociedade e até do próprio inconsciente.

Afinal de contas, vivemos num mundo em que ser casado é sinônimo de plenitude, responsabilidade e adequação. Mas será que o solteiro é incompleto, irresponsável e inadequado? É contra esse tipo de preconceito que o livro se levanta, mostrando que é possível ser um (a) solteiro (a) feliz, livre de conceitos ultrapassados, livre dos próprios fantasmas e livre também para amar quem quiser e, principalmente, quando quiser. :::

Racionalidade moderna e subjetividade - Luiz Bicca

Racionalidade moderna e subjetividade, Luiz Bicca, Edições Loyola, 1997, capa brochura, 334 páginas, 397gr.

::: A unidade entre ética, política e história na filosofia prática de Kant :: O esclarecimento e a moral da história :: Do eu absoluto à filosofia da natureza: a trajetória da primeira filosofia de Schelling (1794-1804) :: A Revolução Francesa na filosofia de Hegel :: Aspectos da crítica hegeliana ao Direito Natural moderno :: O conceito de liberdade em Hegel :: Racionalidade moderna e subjetividade :: A subjetividade moderna: impasses e perspectivas :: O alcance da crítica da racionalidade instrumental :: O metafísico marxista da utopia :: Subjetividade, existência e auto-realização :: Alteridade e reconhecimento :: Origem dos textos :::

Cândido ou O Otimista - Voltaire

Cândido ou O Otimista, Voltaire, Edipro, 1996, capa brochura, 141 páginas, 183gr.

::: Cândido ou O Otimista, de Voltaire, é uma sátira filosófica publicada em 1759 que acompanha as desventuras de Cândido, um jovem ingênuo que, influenciado por seu mestre Pangloss, acredita que “tudo está para o melhor no melhor dos mundos possíveis”. Ao longo da obra, ele enfrenta guerras, desastres naturais, escravidão e desilusões amorosas, até concluir que a verdadeira sabedoria está em “cultivar o próprio jardim”. :::

sábado, 26 de setembro de 2026

Eça de Queiroz: fotobiografia - A. Campos Matos

Eça de Queiroz: fotobiografia, A. Campos Matos, Editora Leya, 2010, capa dura com sobrecapa de papel, 430 páginas, fartamente ilustrado, 1.828gr. 

::: A fotografia sempre foi, para Eça de Queiroz, uma arte particularmente fascinante que o levou inúmeras vezes, em Portugal e em outros países, aos estúdios de fotógrafos e, até mesmo, a praticá-la no fim da vida.

Eça de Queiroz: fotobiografia, a mais completa já publicada, apresenta cerca de 700 imagens e vasta matéria subsidiária para a biografia de Eça, dando-nos uma cronologia da vida, da obra e do respectivo contexto histórico. Nela, encontram-se também imagens raras como a do Eça jovem, com cerca de 20 anos, a de Salomão Saragga, figura proeminente das Conferências do Casino, a de Manuel Macedo, o seu primeiro ilustrador. 

As relações de Eça de Queiroz com Ramalho Ortigão e com Camilo Castelo Branco merecem destaque, pois ajudam a traçar o retrato psicológico e literário de Eça, que nos é dado por meio dos relatos de numerosas personalidades contemporâneas.

Esta obra é, assim, uma referência relevante na vasta bibliografia do autor de Os Maias. :::

Contos da Índia - Sinfonia para a alma - Gustavo Ponce

Contos da Índia - Sinfonia para a alma, Gustavo Ponce (compilação), Editora Madras, 2009, capa brochura, 248 páginas, 395gr. 

::: Todos os contos deste livro foram selecionados, adaptados e contados por Gustavo Ponce. São histórias que levam ao riso, a lágrimas e à reflexão. Como todas as histórias, estas também possuem o poder de curar, de dar esperanças, de clarear nossas mentes ou de nos ajudar a encontrar nosso próprio caminho, mas, sobretudo, a nos conhecer um pouco mais.

Este livro não foi escrito para ser lido de uma vez, da primeira à última página, e sim com a intenção de que possa ser aberto em qualquer parte, a qualquer hora, e assim desfrutar o seu conteúdo por diversas ocasiões.

Esta obra é belamente ilustrada e contém contos indianos extraídos do Pancha Tantra, obra que possivelmente foi escrita entre o segundo e o quarto século, cuja autoria é atribuída ao grande sábio Vishnushharman. :::



Abc da MPB - Jorge Fernando dos Santos

Abc da MPB, Jorge Fernando dos Santos, Editora Paulus, 2005, capa brochura, 79 páginas, 257gr.

::: A música popular brasileira é uma das mais ricas do mundo. É admirada em vários países, mas nem sempre valorizada no Brasil. Como toda arte, a MPB deve ser respeitada, preservada e divulgada como um dos principais elementos da nossa cultura. 

O objetivo deste livro é levar aos leitores - e também às salas de aula - um pouco da história dos principais ritmos, gêneros musicais, compositores e intérpretes nacionais. :::

Amanhã: Escuridão, seja minha amiga - John Marsden

Amanhã: Escuridão, seja minha amiga, John Marsden, Editora Fundamento, 2010, capa brochura, 232 páginas, 365gr.

::: Depois de um pequeno descanso, Ellie e seus companheiros voltam para casa. E retornam para a triste realidade da invasão que mudou radicalmente a vida deles. Mas um novo desafio os aguarda. Para ajudar o grupo de elite do capitão Iain, eles precisam sabotar o recém-construído - e enorme - aeroporto militar erguido em Wirrawee, a pequena cidade natal dos nossos heróis.

Mas as coisas ficam muito difíceis. O grupo de Ellie agora é de apenas cinco amigos. Eles são mais maduros, mas também exaustos por causa dos horrores que experimentaram. Será que algum dia poderão viver novamente sem ter que se esconder ou planejar cada passo? Os amigos querem a paz, mas não vão esperá-la sentados. Por isso, eles se arriscam em um plano muito perigoso. E descobrem, mais uma vez, que não têm mais ninguém com quem contar. :::

terça-feira, 1 de setembro de 2026

David Copperfield - Charles Dickens

David Copperfield, Charles Dickens, Volume 08 da coleção Clássicos da Literatura Juvenil, Editora Abril Cultural, 1972, capa dura, 244 páginas, 525gr, ilustrado. 

::: Nasci :: Primeiras observações :: Uma mudança importante :: Caio em desgraça :: Sou exilado da casa materna :: Aumento meu círculo de relações :: O primeiro semestre de aulas :: Minhas férias :: Um aniversário inesquecível :: Sou desprezado e empregado :: Começo a viver por minha conta :: Consequências da minha resolução :: Tia Betsey parece outra pessoa :: Torno a começar :: Novos ambientes e novas relações :: Sou um novo rapaz, em muitos sentidos :: Escolho uma profissão :: O anjo bom e o anjo mau :: Caio em cativeiro :: O desafio de Micawber :: Infelicidade para uns, felicidade para outros :: Uma grande surpresa :: Abrindo caminho :: Água fria na fervura :: As tias de Dora :: Um olhar retrospectivo :: Os primeiros problemas :: Progressos, problemas e tristezas :: Um mistério nos envolve :: Jip acompanha sua dona :: Várias outras partidas :: Uma longa ausência :: Dois lobos vestidos de cordeiros :: Nova estrela brilha em meu caminho :: Último olhar retrospectivo :: e mais :::

domingo, 30 de agosto de 2026

Lendas e Notas de Viagem - A Amazônia de Ermanno Stradelli

Lendas e Notas de Viagem - A Amazônia de Ermanno Stradelli, Ermanno Strandelli, Editora Martins Fontes, 2009, capa brochura, 400 páginas, 586gr.

::: O que faz um jovem aristocrata, nascido num castelo de condes de uma antiga província da Itália, de família antiga e nobre, abandonar suas riquezas, seus estudos, seus amigos, seu trabalho promissor e se aventurar na selva amazônica, entre índios, percorrer seus rios e terras, e dedicar 43 anos de sua vida a essa exploração? Lendas e notas de viagem - A Amazônia de Ermanno Stradelli traz os relatos de viagem e as lendas amazônicas que o conde Stradelli enviou à Real Sociedade Geográfica Italiana à época, reproduzidos aqui com grande vivacidade. :::

Seleta - Lygia Fagundes Telles

Seleta, Lygia Fagundes Telles, Livraria José Olympio/MEC, 1971, capa brochura, 184x135mm, 155 páginas, 191gr.

::: O menino :: Ciranda de Pedra :: Biruta :: Eu era mudo e só :: As pérolas :: Natal na barca :: O encontro :: Venha ver o pôr do sol :: O noivo :: As cerejas :: Dezembro no bairro :: A caçada :: Antes do baile verde :: Verde lagarto amarelo :: O mundo de ficção de Lygia Fagundes Telles, por Nelly Novais Coelho :: Bibliografia de L. F. T. :: Orientação de pesquisa :::

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Carrancas do São Francisco - Paulo Pardal

Carrancas do São Francisco, Paulo Pardal, Editora Martins Fontes, 2006, capa brochura, 3ª edição, 274 páginas, 383gr. 

::: Figuras de proa, carrancas e carrancas :: Figuras de proa na Antiguidade :: Figuras de proa a partir da Idade Média :: Figuras de proa no Brasil :: A navegação no rio São Francisco :: Geografia do São Francisco :: Tipos de embarcação :: Barcas - origem e número :: Remeiros - suas superstições :: As carrancas :: Denominação :: Origem :: Tipologia :: Escultores :: Quantidade :: Histórico de sua coleta :: Apreciação artística :: A carranca nas artes :: A carranca na literatura :: Neruda e as carrancas :: Drummond e as carrancas :: O Comitê Internacional para o Estudo das Figuras de Proa :::


A concubina do guru e outros contos - John do Mato

A concubina do guru e outros contos, John do Mato, Editora Novo Século, 2013, capa brochura, 375 páginas, 415gr.

::: A cultura da Ilha de Malta, permeada pelos costumes, crenças e histórias vindas da África, somada aos fascínios da herança mediterrânea, maravilharam o jovem John do Mato, que até então havia tido contato apenas com a cultura do norte da Europa, região onde nasceu.

A concubina do guru e outros contos é uma coletânea de textos que reflete essa cultura africana e a herança da escravidão, mas de uma maneira ímpar, por meio de histórias que trazem decepções amorosas, traições entre amantes, superação de traumas emocionais; o amor e a arte como formas de superação do despotismo e da histeria; personagens inconformados e rebeldes; o confronto entre o bem e o mal, mostrando o caráter praticamente insuperável das diferenças sociais e culturais; superação de dramas pessoais e manifestação do mal por meio da literatura e da poesia; e até mesmo discussões teológicas e filosóficas acerca da religiosidade contemporânea. :::

Corpos para um vitral - Ana Júlia Poletto

Corpos para um vitral, Ana Júlia Poletto, Editora Novo Século, 2013, capa brochura, 126 páginas, 179gr, muito bem conservado. 

::: "Corpos para um vitral" é uma coletânea de contos que convida-o a enveredar pelo mundo das palavras, do significado, da compreensão. :::

:: Pelo tato a minha história se desvendaria, porque cada letra que apareceu na vida, toda a palavra, dita ou ouvida, foi imprimindo o que sou. Marcaram assim: de leve, no fundo. Como aquele beijo que tenho aqui, nessa peça um pouco mais pálida. Sinta: aqui na ponta do dedo tem um ponto-final. Feche os olhos, fica mais fácil para o tato guiar, se os olhos estão fechados. Sente? Foi numa noite que apontei a estrela que surgia. :::


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Pequeno Dicionário de Literatura Brasileira - Massaud Moisés

Pequeno Dicionário de Literatura Brasileira, Massaud Moisés, Editora Cultrix, 6ª edição, 2001, capa brochura, 192x134mm, 488 páginas, 421gr. 

::: Fruto de vários anos de trabalho de uma equipe de críticos, historiadores e professores de literatura, o Pequeno Dicionário de Literatura Brasileira constitui o digesto crítico de toda uma vasta biblioteca de referência. Nas suas páginas, o consulente encontrará perto de 400 autores, dos primórdios do século XVI aos dias de hoje, estudados em verbetes individuais, que fornecem, de cada autor, dados bibliográficos sumários, apreciação crítica da obra, relação dos livros principais e rol de fontes críticas para seu estudo. Além desses verbetes de autores, figuram aqui também verbetes de obras - nos quais são descritos e examinados livros de marcante presença na evolução histórica de nossa literatura, a exemplo de D. Casmurro, Os Sertões, Grande Sertão: Veredas, etc. - e verbetes gerais, que abordam, no contexto específico da literatura brasileira, o desenvolvimento histórico das escolas e movimentos estéticos, gêneros literários e formas poéticas, manifestações literárias regionais e aspectos gerais (filosofia, literatura infantil, influências, periodização, etc.). :::


Máscara e Personagem: O Judeu no Teatro Brasileiro

Máscara e Personagem: O Judeu no Teatro Brasileiro, Maria Augusta de Toledo Bergerman, Editora Perspectiva, 2013, capa brochura, 155 páginas, 159gr.

::: Ao judeu, o domínio cristão no Ocidente impôs severas limitações a sua integração nas coletividades majoritárias circundantes. Afora os períodos de perseguição e expulsão em vários quadrantes do continente europeu e o confinamento em guetos, os filhos de Israel eram impedidos de exercer certos misteres profissionais, de adquirir terras, de participar da vida política e, em grande medida, do debate cultural. Perversamente, tornaram-se alvo de uma tipificação, sempre baseada em estereótipos e imagens negativas, ancorada nos papéis sociais que compulsoriamente desempenhavam. A acusação de deicidas na Idade Média levou ao auge o preconceito e até hoje é uma das principais causas do antissemitismo, às quais se acrescentaram os mitos procriados pelas falsas ciências e pelas não menos falsas ideologias. 

Forjada, assim, a máscara social do judeu, ela passa a manifestar-se também na produção da cultura e das artes, principalmente na cena teatral que sempre foi, e continua sendo, uma das mais vivas arenas dos conceitos e preconceitos em debate e embate na sociedade.

Máscara e Personagem: O Judeu no Teatro Brasileiro, de Maria Augusta, como produto de uma longa e minuciosa pesquisa, analisa a inserção do tipo judeu na dramaturgia brasileira, pautada pela exploração superficial dos clichês herdados e realimentados pela tipificação negativa, configurando-se, afinal, como um veículo de manutenção de preconceitos. :::



Contos Mágicos Persas - Fernando Alves (org.)

Contos Mágicos Persas, Fernando Alves (org.), Editora Aquariana, 2004, capa brochura, 21x12,5cm, 90 páginas, 122gr.

::: O nome Pérsia origina-se do grego, e denominava o território correspondente ao atual Irã. Dessa terra culturalmente fértil, berço das mais antigas civilizações conhecidas, brotaram as narrativas aqui apresentadas. Os textos, alguns passados de pais para filhos, outros sem autoria definida, nos levam a fábulas mágicas, diálogos entre a natureza e os seres humanos e mensagens de pungente amizade. Sutilmente, às vezes com humor, outras com

fundo moral, somos levados a preciosas reflexões sobre a tolerância religiosa, o preço de querer levar vantagem em tudo, a importância da humildade e o respeito aos idosos. :::

O Arqueiro Zen e a arte de viver - Kenneth Kushner

O Arqueiro Zen e a arte de viver, Kenneth Kushner, Editora Pensamento, 2ª edição, 1992, capa brochura, 19x13cm, 130 páginas, 157gr. 

::: Entremeando a teoria com relatos pessoais do seu próprio treinamento, o autor analisa neste livro o relacionamento entre o kiudô e o Zen. Um caminho ou arte zen não se aprende unicamente para obter perfeição em determinada atividade. A meta do kiudô é interior. Se alguém estiver com a disposição de espírito apropriada ao arremessar a flecha, não importa se ela não alcança o alvo, pois, "mesmo que o não atinja, não deixa de acertá-lo". Para o aluno treinar o kiudô como um verdadeiro caminho, terá de se esforçar para manter esse mesmo estado mental durante o tempo todo. Então o kiudô torna-se um microcosmo de vida, e o arco, um meio eficaz de encontrar a própria personalidade. :::

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Os americanos estão chegando - Daphne du Maurier

Os americanos estão chegando, Daphne du Maurier, Editora Abril, 1983, capa brochura, 318 páginas, 280gr.

::: Emma acorda um belo dia e descobre que o mundo está de pernas para o ar: não há correspondência, o telefone e o rádio não funcionam; um navio de guerra está ancorado no porto da pequena Cornualha, e há soldados americanos avançando em direção à casa. Sem querer saber quais os motivos de tão inesperada invasão, Emma e sua avó declaram guerra aos intrusos. Uma encantadora e movimentada fantasia; uma nova faceta do talento da autora de Rebecca. :::

A presença da Bahia na Música Popular Brasileira

A presença da Bahia na Música Popular Brasileira, Luiz Américo Lisboa Junior, Musi Med & Linha Gráfica Editora, 1990, capa brochura, 224 páginas, sendo 210 com texto, 286gr.

::: Quando alguém ouve falar por exemplo de Carmem Miranda, vem logo ao pensamento aquela sua inconfundível imagem de baiana, cantando o famoso samba de Dorival Caymmi, "O que é que a baiana tem?". Mas quando foi mesmo composta esta música? São perguntas que as vezes nos fazemos e por falta de informações mais precisas não encontramos a resposta

Pois bem, agora a sua curiosidade vai se dissipar ao ler "A PRESENÇA DA BAHIA NA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA", de Luiz Americo Lisboa Junior. Neste trabalho, veremos entre outras coisas que o primeiro disco de Francisco Alves foi uma música com temas baianos e que causou muito alvoroço na época de sua gravação. E Orlando Silva, o "Cantor das multidões"? Este também iníciou sua carreira fonográfica aos dezenove anos de idade, em 1935, interpretando um samba com o título de "Olha a baiana".

Tudo isso e muito mais é mostrado de forma clara numa pesquisa abrangente onde tomaremos contatos com as primeiras manifestações musicais produzidas na Bahia desde o tempo da Colônia num breve co-mentário, passando pela modinha, lundu e chegando finalmente ao ano de 1902, quando um baiano de nome Manoel Pedro dos Santos gravou o primeiro disco no Brasil com uma música de outro baiano chamado Xisto Bahia

A partir daí até 1964, quando desapareceram do mercado os gloriosos discos de 78 r.p.m., a Bahia estará presente como um dos temas prediletos dos músicos populares, com suas músicas, intérpretes, compo-sitores e respectivas letras analisadas ano a ano numa verdadeira viagem musical no Brasil do século vinte.

Deste modo estará se fazendo uma homenagem à Bahia e preenchendo uma lacuna muito grande dentro da historiografia musical brasileira, levando este conhecimento às diversas regiões do país e permean-do de informações todos aqueles que gostam de música popular, história, sociologia, etc... Por fim, colaborando de maneira imprescindível para o resgate da memória musical de nosso povo. :::




Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Volume LXXXV

Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Volume LXXXV, São Paulo, 1990, capa brochura, 262 páginas, 339gr. 

::: 25 de Janeiro de 1990 - Duílio Crispim Farina :: Mário Savelli - Odilon Nogueira de Matos :: O historiador Washington Luís - Célio Debes :: O Presidente Tancredo Neves - Silvio Marone :: Villa Lobos, 30 anos depois - Vasco Mariz :: A influência de Ortega y Gasset no Brasil - Adérito Calado :: e mais :::