::: Fevereiro de 1897. O país inteiro parou. Nas grandes capitais, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro, houve manifestações em massa. O motivo foi o bárbaro crime praticado contra o jornalista Rozendo de Souza Brito e seu tio, o farmacêutico Manuel de Souza Brito. Simultaneamente ocorre o episódio de Canudos. A imprensa prioriza a resistência no interior da Bahia e esquece das atrocidades praticadas contra os Britos.
Os autores e mandantes desse barbarismo habilmente montaram uma operação-borracha. Trabalharam rápido e conseguiram apagar tudo aquilo que pudesse resgatar a verdade sobre o vergonhoso acontecimento. Muito mais que isso: promoveram o linchamento moral, principalmente do jornalista, projetando-o como um indivíduo imoral, corrupto, truculento e oportunista.
Neste livro de José Carlos Magdalena, o oficial (através de documentos) mescla-se ao oficioso (através de depoimentos), evidenciando que Rozendo não era o nordestino oportunista difundido pelos seus agressores. Pelo contrário: Rozendo era um idealista, um sonhador que lutava pela justiça social e um dos primeiros jornalistas a se rebelar contra o tratamento dado à mulher naquela época. :::

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