::: Conheçam Cecilia. Filha de mãe católica e pai judeu, ela
cresceu obcecada pelos rituais e pela noção de pecado. Representante da geração
que alcançou a maturidade nos anos 60, Cecilia cumpriu um itinerário de
casamentos malsucedidos, alcoolismo e problemas com os filhos, enquanto
perseguia novos estímulos e a sensação de liberdade.
A história que Susan Chace conta em seu livro de estreia, no entanto, não é um catálogo de mazelas e autopiedade. Numa prosa bem dosada e poética, ela descreve com delicadeza a luta sem tréguas entre vida e desejo, a necessidade de possuir e a capacidade de ser possuída. A intensidade de Cecilia, seus piores pensamentos são esmiuçados com precisão cirúrgica. Mas são as imagens prosaicas do dia-a-dia, recriadas por Chace com lirismo invulgar, que ecoam na mente do leitor muito tempo depois de terminada a leitura. :::

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