quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Uma rua de Roma - Patrick Modiano

Uma rua de Roma, Patrick Modiano, Editora Rocco, 1986, capa brochura, 134 páginas, 145gr.

::: Um homem à procura de sua identidade. Ao estilo de um verdadeiro detetive particular, ele a persegue como a um vulto esquivo em esquinas sombrias. Em bares esfumaçados, apartamentos decadentes; entre imigrantes russos, americanos ou flamengos; em fotografias antigas ou na precária memória das pessoas, ele busca pistas que lhe permitam retraçar a sua vida. Amores e amizades esquecidos, fuga e traição, momentos de calma ou de desespero: uma onda de lembranças surge a partir do encontro com as ruínas e os sobreviventes de seu passado. Os personagens, as situações, os ambientes descritos não são apenas símbolos, ou recursos narrativos, mas o foco de uma sensibilidade que envolve o leitor e o chama a participar da interpretação e da conclusão do texto.

De linguagem clara e narração fluente, Uma Rua de Roma se aproxima do gênero policial; sua atmosfera lembra algo do film noir. Mas seu encanto e conteúdo vão bem mais além, pois o que está em jogo é o valor existencial da memória do indivíduo. :::

Assassinos - Philippe Djian

Assassinos, Philippe Djian, Editora Scritta, 1995, capa brochura, 210 páginas, 221gr.

::: "Assassinos", publicado em 1994, é um romance do escritor francês Philippe Djian, conhecido por seu estilo direto e atmosfera densa. 

A história gira em torno de um narrador que trabalha para um "assassino" (uma figura metafórica ou real de grande poder) em uma pequena cidade dominada por uma fábrica que emite fumaça poluente.

O livro aborda o sequestro de um inspetor que investigava a poluição da fábrica, e as consequências desse ato na vida de diversos personagens. É uma narrativa sombria que explora as dinâmicas de medo, submissão e a corrupção moral de uma pequena comunidade. :::

Lendas urbanas - Jorge Tadeu

Lendas urbanas, Jorge Tadeu, Editora Planeta, 2010, capa brochura, 129 páginas, 256gr, ilustrado.

::: O homem do saco, A mulher do táxi, A gangue do palhaço são histórias verdadeiras ou não passam de pura imaginação? Polêmicas à parte, o fato é que qualquer um já foi tomado ou pela curiosidade ou pelo medo ao ouvir uma lenda urbana. Repletas de mistério, suspense e ação, essas histórias fazem qualquer um viajar em um universo paralelo e sobrenatural.

:: A loira do banheiro :: O roubo do rim :: A mulher do táxi :: A flor do cemitério :: A brincadeira do compasso :: O homem do saco :: A gangue do palhaço :: O tabuleiro Ouija :: O gato preto :: A bruxa do espelho :::

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Passagem secreta - Leila Cravo

Passagem secreta, Leila Cravo, Editora Rocco, 1979, capa brochura, 105 páginas, 137gr.

::: "Ora, direis, ouvir estrelas..." Menos que ouvir, ler. Menos que ler, entender e surpreender-se desvendando alguns de seus mistérios, um espanto ou outro, pequeninas e atraentes luzes na negritude imensa de uma solidão infinita que é a caracerística da maneira de ser do artista.

E é exatamente uma estrela que nos surpreende e nos grita, do fundo de sua sensibilidade e de sua solidão. Uma bela estrela, uma bem promovida estrela (talvez, em remotas épocas, capa de revista ou candidata a pin-up girl) e que, subitamente, através de sua prosa poética, surge mostrando-nos um avesso rico, limpo, poético e repleto de ternura. Ora, quem diria?! :::

Adeus, cinema - Vida e obra de Anselmo Duarte

Adeus, cinema - Vida e obra de Anselmo Duarte, Oséas Singh Jr., Editora Massao Ohno, 1993, capa brochura, 185 páginas, 312gr, ilustrado.

::: A carreira de Anselmo Duarte se confunde com meio século de história do cinema brasileiro. Na era pré-TV, foi o principal galā da Atlântida e da Vera Cruz. Era a coqueluche das plateias femininas. Como cineasta, dirigiu "O Pagador de Promessas", filme mais premiado do mundo em 1962. No festival de Cannes, conquistou a Palma de Ouro derrotando Fellini, Buñuel, Cacoyannis, Lumet, Bresson, Urayama, Petrovic, De Sica, Antonioni, entre outros. Obteve também os primeiros prêmios em San Francisco, Edimburgo, Cartagena, Acapulco, além da indicação para o Oscar de melhor filme estrangeiro. Em 1964, desmotivado com a censura fardada, Duarte abandona o cinema temporariamente. Apenas o tempo suficiente para retomar o fôlego e prosseguir em sua trajetória cinematográfica, totalizando mais de quarenta filmes. :::

Bala na agulha - Marcelo Rubens Paiva

Bala na agulha, Marcelo Rubens Paiva, Editora Siciliano, 3ª edição, 1992, capa brochura, 203 páginas, 216gr.

::: Bala na agulha não é um romance fácil de classificar. É policial? É político, erótico? Não, Bala na agulha dispensa classificação. É um romance puro, de uma grandiosa simplicidade, escrito numa linguagem ácidad, direta e veloz. É daqueles livros que o leitor não consegue largar. No país de Machado de Assis e Guimarães Rosa, é difícil que uma leitura despretensiosa e de entretenimento se imponha. 

Bala na agulha é uma aventura: o narrador, um traficante, se vê envolvido num assassinato em Nova Iorque e é obrigado a fugir. De volta ao Brasil, descobre que seu pai é o novo herói da nação: foi eleito primeiro-ministro. :::

Festas e tradições populares do Brasil - Melo Morais Filho

Festas e tradições populares do Brasil, Melo Morais Filho, Ediouro, 1967, capa brochura, 16x10,5cm, 562 páginas, 307gr.

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