1000 Resenhas
A princípio, seriam mil resenhas, mas logo chegarei a duas mil! Resenha, resumo... se o livro não tiver, o índice! No menu lateral, alguns assuntos, abrangendo cerca de 10% das resenhas do blog! Os títulos do blog são aqueles que vou cadastrando no site ou na Estante Virtual!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Arcangelo Ianelli - Vol. 2 da Coleção Folha Grandes Pintores Brasileiros
Romerito - Tricolor de Corazón - D´Alincourt & Cohen
César - Allan Massie
O Polichinello - Edição fac-similar
O Polichinello, Edição fac-similar, introdução de Ana Maria de Almeida Camargo, Imprensa Oficial, 1981, em 38 fascículos acondicionados em estojo, 1.805gr.
::: A publicação de um documento histórico na integra, qualquer que seja sua natureza, è antes de mais nada um convite à reflexão.
Nenhum texto fala por si só, como não cansam de repetir os historiadores. É possível fazê-lo falar tanto e tantas vezes e de tantas maneiras que seria dificil visualizar a totalidade de leituras que ele suscita, abarcar desde já os inúmeros caminhos que a partir dele se abrem para a pesquisa.
Com a edição fac-similar d'O Polichinello, a Divisão de Arquivo do Estado, órgão da Secretaría de Estado da Cultura, e a Imprensa Oficial de São Paulo S.A. (IMESP), vinculada à Casa Civil do Governo do Estado, iniciam uma nova tarefa qual seja a de recuperar informações contidas em trabalhos publicados há longo tempo e que se encontram esgotados e de dificil acesso ao público leitor.
O Polichinello, conforme se verá, é algo assim, que se escondia nas estantes do Arquivo e era procurado por pesquisadores pertinazes e intelectuais interessados no período em que ele circulou. O manuseio constante o estava ameaçando de extermínio, pois o mais cuidadoso dos consulentes não pode evitar o contato fisico com a obra a ser compulsada e neste compulsar o agente de deterioração.
Ao confeccionar, há quatro anos, um folheto informativo sobre o Arquivo, Arlete Maria Roveri começou o processo que ora chega ao fim. Dizia Arlete da importância de uma reedição da obra e foi quem estimulou a direção do Arquivo a procurar a forma de fazê-la. Anos se passaram e o trabalho de cooperação que se inicia em 1981 entre a Imprensa Oficial e o Arquivo do Estado, em todos os níveis, permitiu que o sonho se convertesse em realidade.
Aos estudiosos dos assuntos brasileiros, tenho certeza, será um subsidio valioso.
José Sebastião Witter - Supervisor da Divisão de Arquivo do Estado
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Na própria margem - Conceição Riachos
Na própria margem, Conceição Riachos, Editora Palimage, 2012, capa brochura, 59 páginas, 113gr.
::: Na Própria Margem é a peregrinação da mulher num mundo de distâncias. E silenciamentos. É a viagem da mulher peregrina ao espaço oculto da escrita: a política de que as poetas raramente ousam dispor. E é neste “olhar cruzado. Incansável” que se reafirma a voz de C. Riachos, num lirismo que se conjuga nos espaços tanto privado, quanto público, como naquele ambiente misto, que se nos apresenta a seguir. A reflexão sobre a escrita e sobre o verso, antes tarefa predominantemente masculina, é aqui uma forma de espiar o mundo e a vida: as palavras, mesmo na própria margem, curam:
“Quando as sílabas roçam as mãos sujas de soluços…” apagam a dor da existência, como no costurar do espanto dentro do próprio eu (“costuro o espanto dentro de mim…”). - Gisele Wolkoff :::
O analista de Bagé - Luis Fernando Verissimo
O analista de Bagé, Luis Fernando Verissimo, Editoras Record/Altaya, capa dura, 133 páginas, 200gr.
::: "O Analista de Bagé" (1981), de Luis Fernando Verissimo, é um clássico do humor brasileiro que narra as crônicas de um psicanalista freudiano heterodoxo no interior do Rio Grande do Sul. O personagem, de bombacha e chimarrão, trata pacientes com métodos inusitados, incluindo a "terapia do joelhaço", satirizando a psicanálise, o machismo e estereótipos regionais. :::









