terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Arcangelo Ianelli - Vol. 2 da Coleção Folha Grandes Pintores Brasileiros

Arcangelo Ianelli, Volume 2 da Coleção Folha Grandes Pintores Brasileiros, Folha da Manhã & Instituto Itaú Cultural, 2013, capa dura, 28,5x24cm, 93 páginas, 673gr.

::: Reconhecido como um expoente do Abstracionismo Geométrico, Arcangelo Ianelli (1922-2009) sou dialogar com as tendências artísticas do século XX sem perder jamais a singularidade. Notável pelas inovações de linguagem, sua obra nasce de um refinado jogo de cores e formas que se sobrepõem e se encadeiam em equilibrada harmonia, como as notas de uma composição musical. O artista paulista iniciou a carreira nos anos 1940 pintando paisagens e retratos, e após duas décadas de intensa atividade encontrou seu caminho para a abstração a partir da pura simplificação de cores e formas. "A cor é suficiente para construir e expressar nosso universo", costumava dizer. :::

Romerito - Tricolor de Corazón - D´Alincourt & Cohen

Romerito - Tricolor de Corazón, Heitor D´Alincourt & Dhaniel Cohen, Livros Ilimitados, 2014, capa dura, 134 páginas, 385gr.

::: Para celebrar os 30 anos da conquista do segundo título brasileiro do Fluminense, alcançado em 1984, a equipe do Flu-Memória convidou um dos maiores ídolos da história do clube, o querido Romerito, para uma conversa.

O encontro ocorreu na Tribuna de Honra do Estádio Manoel Schwartz, de frente ao campo em que, ao longo de boa parte da década de 80, o paraguaio mais amado das Laranjeiras treinou lances e jogadas que fizeram a alegria da torcida tricolor. O relato, ora em "portuñol", ora em "romeritez", foi emocionante.

A obra Romerito - Tricolor de Corazón é a primeira da coleção Flu-Memória, que terá uma reunião de entrevistas inéditas com grandes ícones tricolores. :::




César - Allan Massie

César, Allan Massie, Ediouro, 4ª edição, 2000, capa brochura, 302 páginas, 470gr.

::: Um homem megalomaníaco, carismático, desesperado pelo poder. General de bravura excepcional, levava seus soldados a seguirem-no incondicionalmente. Sedutor, teve em seu leito as mais lindas mulheres, todas que desejou. César acreditava ser um favorito dos Deuses, pensava ser ele próprio um deus. Pagou com a vida sua desmedida ambição e arrogância.

Neste magnífico romance histórico de Allan Massie, César surge a partir do olhar de um de seus mais diletos companheiros, Decimus Junius Brutus Albinus. Frente à morte iminente, à espera de sua execução, como que para justificar seu gesto ante a posteridade, Brutus relembra os momentos cruciais que viveu ao lado de César, de cujo assassinato acabou participando. "Até tu, meu filho?", foram as últimas palavras do incrédulo ditador, ao ver, dentre seus assassinos, aquele de quem fora mentor e em quem tanto confiara.

Batalhas sangrentas, intrigas do poder, traições e adultérios, paixões avassaladoras, uma atmosfera carregada de sexualidade, as campanhas políticas e militares, os sentimentos mais nobres e os mais vis. Acontecimentos e personagens - como Cleópatra, Cícero, Marco Antônio e Otávio - decisivos da época de César (100 - 44 a.C.) aparecem plenos de vida e vigor, nesta fascinante narrativa, que inaugura, no Brasil, a coleção Senhores de Roma. César traz um retrato nítido da Roma antiga, bem como uma análise envolvente da mais intrigante conspiração de todos os tempos. :::

O Polichinello - Edição fac-similar

O Polichinello, Edição fac-similar, introdução de Ana Maria de Almeida Camargo, Imprensa Oficial, 1981, em 38 fascículos acondicionados em estojo, 1.805gr.

::: A publicação de um documento histórico na integra, qualquer que seja sua natureza, è antes de mais nada um convite à reflexão.

Nenhum texto fala por si só, como não cansam de repetir os historiadores. É possível fazê-lo falar tanto e tantas vezes e de tantas maneiras que seria dificil visualizar a totalidade de leituras que ele suscita, abarcar desde já os inúmeros caminhos que a partir dele se abrem para a pesquisa.

Com a edição fac-similar d'O Polichinello, a Divisão de Arquivo do Estado, órgão da Secretaría de Estado da Cultura, e a Imprensa Oficial de São Paulo S.A. (IMESP), vinculada à Casa Civil do Governo do Estado, iniciam uma nova tarefa qual seja a de recuperar informações contidas em trabalhos publicados há longo tempo e que se encontram esgotados e de dificil acesso ao público leitor.

O Polichinello, conforme se verá, é algo assim, que se escondia nas estantes do Arquivo e era procurado por pesquisadores pertinazes e intelectuais interessados no período em que ele circulou. O manuseio constante o estava ameaçando de extermínio, pois o mais cuidadoso dos consulentes não pode evitar o contato fisico com a obra a ser compulsada e neste compulsar o agente de deterioração.

Ao confeccionar, há quatro anos, um folheto informativo sobre o Arquivo, Arlete Maria Roveri começou o processo que ora chega ao fim. Dizia Arlete da importância de uma reedição da obra e foi quem estimulou a direção do Arquivo a procurar a forma de fazê-la. Anos se passaram e o trabalho de cooperação que se inicia em 1981 entre a Imprensa Oficial e o Arquivo do Estado, em todos os níveis, permitiu que o sonho se convertesse em realidade.

Aos estudiosos dos assuntos brasileiros, tenho certeza, será um subsidio valioso.

José Sebastião Witter - Supervisor da Divisão de Arquivo do Estado












segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Na própria margem - Conceição Riachos

Na própria margem, Conceição Riachos, Editora Palimage, 2012, capa brochura, 59 páginas, 113gr.

::: Na Própria Margem é a peregrinação da mulher num mundo de distâncias. E silenciamentos. É a viagem da mulher peregrina ao espaço oculto da escrita: a política de que as poetas raramente ousam dispor. E é neste “olhar cruzado. Incansável”  que se reafirma a voz de C. Riachos, num lirismo que se conjuga nos espaços tanto privado, quanto público, como naquele ambiente misto, que se nos apresenta a seguir. A reflexão sobre a escrita e sobre o verso, antes tarefa predominantemente masculina, é aqui uma forma de espiar o mundo e a vida: as palavras, mesmo na própria margem, curam:

“Quando as sílabas roçam as mãos sujas de soluços…” apagam a dor da existência, como no costurar do espanto dentro do próprio eu (“costuro o espanto dentro de mim…”). - Gisele Wolkoff :::


O analista de Bagé - Luis Fernando Verissimo

O analista de Bagé, Luis Fernando Verissimo, Editoras Record/Altaya, capa dura, 133 páginas, 200gr.

::: "O Analista de Bagé" (1981), de Luis Fernando Verissimo, é um clássico do humor brasileiro que narra as crônicas de um psicanalista freudiano heterodoxo no interior do Rio Grande do Sul. O personagem, de bombacha e chimarrão, trata pacientes com métodos inusitados, incluindo a "terapia do joelhaço", satirizando a psicanálise, o machismo e estereótipos regionais. :::


Vassallu - A saga de um cavaleiro medieval - Sérgio Mudado

Vassallu - A saga de um cavaleiro medieval, Sérgio Mudado, Editora Altana, 2006, capa brochura, 454 páginas, 706gr.

::: Ao longo de um inquérito, na Jerusalém conquistada pelos cruzados, os mistérios e extravagâncias da Idade da Fé desfilam diante dos nossos olhos. Teria o cavaleiro Ybert de Troyes sido vítima de endemininhamento ou de loucura? Teria o barão Hariulf, possuído pelo Javali Negro, penetrado na alma de seu filho bastardo? E Théodore, a mãe, viva na figura de Jérôme, protagonizaria um amor incestuoso? Seria a chamada Idade das Trevas uma época em que Deus e o Diabo disputaram o homem? E o tempo? Seria o tempo "uma mentira nascida tão-só da marcha do mundo, um mero fruto dos acontecimentos e, por conseguinte, inexistente por si mesmo"? 

Repasso para o leitor os conselhos que recebi do autor: desconfie do narrador - médico, astrólogo, filósofo, o Ruivo é um especulador -, mas se entregue a esta aventura fascinante transcorrida no Ano Mil. :::