quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Inês - Álvaro Alves de Faria

Inês, Álvaro Alves de Faria, Palimage, 2007, capa brochura, 50 páginas, 89gr.

::: Álvaro Alves de Faria realiza um livro singular. E tece esta Inês em língua luminosa e para muitas pátrias. Por indeterminada e bela. Ícone platônico e fantasma. Afrodite. E Mira-Coeli. E todo um aspecto fontal, de As bucólicas revisitadas, de água pura, amor e solidão. Ouço aqui a brisa de Sá de Miranda. Petrarca e Camões. lo venni sol per isvelgiare altrui. A tanto veio Álvaro: para despertar. De um sonho impreciso. Vasto, impreciso e doloroso. Eis o lado mais fundo de Inês. O seu país secreto, anfibio e múltiplo. Tal como as formas poéticas em que Álvaro declara o seu terrível amor. Altivo e submisso. Mas onde, como e quando surge Inês em sua obra? Uma pergunta impossível, a que parece responder timidamente uma pista: ao terminar a viagem ao Pai, tão sentida telemaquia!, ressurge a sua Ítaca, de nome Portugal. Álvaro Alves de Faria, porque reuniu as partes dispersas, porque abraçou todas as parcelas das ilhas esquecidas, escreveu um de seus livros mais belos e mais inspirados. lo venni sol per isvegliare altrui. - Marco Lucchesi :::

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