O Polichinello, Edição fac-similar, introdução de Ana Maria de Almeida Camargo, Imprensa Oficial, 1981, em 38 fascículos acondicionados em estojo, 1.805gr.
::: A publicação de um documento histórico na integra, qualquer que seja sua natureza, è antes de mais nada um convite à reflexão.
Nenhum texto fala por si só, como não cansam de repetir os historiadores. É possível fazê-lo falar tanto e tantas vezes e de tantas maneiras que seria dificil visualizar a totalidade de leituras que ele suscita, abarcar desde já os inúmeros caminhos que a partir dele se abrem para a pesquisa.
Com a edição fac-similar d'O Polichinello, a Divisão de Arquivo do Estado, órgão da Secretaría de Estado da Cultura, e a Imprensa Oficial de São Paulo S.A. (IMESP), vinculada à Casa Civil do Governo do Estado, iniciam uma nova tarefa qual seja a de recuperar informações contidas em trabalhos publicados há longo tempo e que se encontram esgotados e de dificil acesso ao público leitor.
O Polichinello, conforme se verá, é algo assim, que se escondia nas estantes do Arquivo e era procurado por pesquisadores pertinazes e intelectuais interessados no período em que ele circulou. O manuseio constante o estava ameaçando de extermínio, pois o mais cuidadoso dos consulentes não pode evitar o contato fisico com a obra a ser compulsada e neste compulsar o agente de deterioração.
Ao confeccionar, há quatro anos, um folheto informativo sobre o Arquivo, Arlete Maria Roveri começou o processo que ora chega ao fim. Dizia Arlete da importância de uma reedição da obra e foi quem estimulou a direção do Arquivo a procurar a forma de fazê-la. Anos se passaram e o trabalho de cooperação que se inicia em 1981 entre a Imprensa Oficial e o Arquivo do Estado, em todos os níveis, permitiu que o sonho se convertesse em realidade.
Aos estudiosos dos assuntos brasileiros, tenho certeza, será um subsidio valioso.
José Sebastião Witter - Supervisor da Divisão de Arquivo do Estado




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