quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Contos de sábado à tarde - Filippo Garozzo

Contos de sábado à tarde, Filippo Garozzo, Editora de Cultura, 2006, capa brochura, 480 páginas, 587gr.

::: "Trata-se de um escritor que domina finamente os mais sutis engenhos do texto", disse sobre Contos de São Paulo o jornalista Renato Pompeu, escritor que é também um sutil leitor. Evidentemente, esse foi um dos pontos a impressionar a editora que eu sou quando, num feriado de Carnaval, comecei a ler o livro que se tornaria a estreia literária de Filippo Garozzo.

Desavisada, abri aquele volume pensando encontrar só uma enfiada de contos, mas esbarrei numa introdução que postergava a ficção. E, antes dela, apareceu ainda uma narrativa histórica sobre o bairro da Bela Vista. Adiante, um bairro descrito, um conto; mais um bairro descrito, mais um conto. E assim me descobri lendo um livro que era dois. E, a seguir, insistindo em publicar o trabalho, para o qual o autor pedira apenas a opinião da amiga e ex-colega jornalista dos bons tempos da revista Visão

Neste Contos de sábado à tarde, o autor faz agora um quase romance. Nele, seis amigos se reúnem nas tardes de sábado para jogar conversa fora no Café Molisano, cujo dono, entre um cliente e outro, participa também das discussões. São eles que, conduzidos pelos assuntos surgidos no bate-papo, contam as histórias. E são eles, muitas vezes, também os personagens delas, com suas ambições, suas covardias, suas paixões, seus erros incômodos. :::

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