Na própria margem, Conceição Riachos, Editora Palimage, 2012, capa brochura, 59 páginas, 113gr.
::: Na Própria Margem é a peregrinação da mulher num mundo de distâncias. E silenciamentos. É a viagem da mulher peregrina ao espaço oculto da escrita: a política de que as poetas raramente ousam dispor. E é neste “olhar cruzado. Incansável” que se reafirma a voz de C. Riachos, num lirismo que se conjuga nos espaços tanto privado, quanto público, como naquele ambiente misto, que se nos apresenta a seguir. A reflexão sobre a escrita e sobre o verso, antes tarefa predominantemente masculina, é aqui uma forma de espiar o mundo e a vida: as palavras, mesmo na própria margem, curam:
“Quando as sílabas roçam as mãos sujas de soluços…” apagam a dor da existência, como no costurar do espanto dentro do próprio eu (“costuro o espanto dentro de mim…”). - Gisele Wolkoff :::

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