::: Charlotte e Alice trabalhavam juntas em silêncio. Alice olhava para sua mãe, de quatro no chão, e se certificava de que ela estava esfregando. As mãos de Charlotte se pareciam com as suas. Eram mãos de dedos curtos e unhas roídas que não pareciam nada maternais. Seu cabelo era impressionantemente grosso, da cor exata de uma noz, e olhar era tudo o que Alice podia fazer para não tocá-lo do modo como tocaria um cavalo em uma baia - hesitante, com amor e medo, além de uma vergonha incessante pelos bolsos vazios de maçãs e açúcar, pela incapacidade de cavalgar. :::

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