sábado, 7 de fevereiro de 2026

Pelos caminhos do Tibete - Airton Ortiz

Pelos caminhos do Tibete, Airton Ortiz, Editora Record, 2ª edição, 2007, capa brochura, 263 páginas, ilustrado, 510gr.

::: Este livro vai além de um simples relato de viagem. Estão presentes as descrições minuciosas, as distâncias percorridas e o inusitado que surge diante dos viajantes radicais, tudo isso embalado em um texto fluente, repleto de bom humor. Mas este aventureiro é também um escritor que reflete sobre os caminhos explorados e as experiências vividas.

Iniciando seu caminho na Tailândia, Ortiz aparentemente é mais um visitante ocidental, que nos leva ao Oriente cosmopolita que a maioria já conhece. Mas ele logo abandona as rotas convencionais e começa a desvendar as segundas intenções dos guias, a beleza vazia de alguns templos, e nos apresenta um ines-quecível motorista de táxi, capaz de levá-lo à cidade que realmente procura. De alfaiatarias suspeitas a joalherias misteriosas, passando pelo turismo sexual, relaciona-se com contrabandistas de armas para revelar fantasmas tardios da Guerra do Vietnã.

Saindo da cidade, vamos até a verdadeira "Ponte do Rio Kwai", um dos momentos mais marcantes do livro. Fatos históricos, como a emocionante visita ao cemitério onde estão sepultadas as vítimas daquele embate, reafirmam a condição de Ortiz como um narrador poderoso.

O texto seduz o leitor, que acaba se familiarizando com reis guerreiros e empreendedores, com a vida de Buda, além da real face dos monges tibetanos. Entre os relatos, está a odisseia de uma rara estátua de esmeraldas que, durante séculos, vagou pelos mais diversos caminhos até converter-se em objeto de culto nos dias de hoje. :::

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