quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Mentira - Enrique de Hériz

Mentira, Enrique de Hériz, Relume Dumará, 2005, capa brochura, 407 páginas, 633gr.

::: Mentira começa com uma surpresa: a antropóloga Isabel, durante uma viagem à Guatemala, descobre que foi dada como morta quando os jornais de seu país, a Espanha, noticiam o seu falecimento em um acidente. A partir desta mentira inicial, sucedem-se outras que vão desentranhando a história de três gerações de uma família. :::

Documentos interessantes para a história e costumes de São Paulo - Vol. 72

Documentos interessantes para a história e costumes de São Paulo - Ofícios do Capitão General D. Luis Antonio de Souza Botelho Mourão (Morgado de Matheus) 1765-1766, Volume LXXII, Gráfica João Bentivegna, 1952, capa brochura, 247 páginas, ilustrado, 404gr.

::: Carta de D. Luis Antonio de Souza, comunicando a sua nomeação para Governador e Capitão General da Capitania de São Paulo :: Carta de D. Luis Antonio de Souza comunicando ao Sr. Conde de Oeyras a sua chegada ao Rio de Janeiro :: Carta de D. Luis Antonio de Souza ao Sr. Conde de Oeyras, dizendo da grandeza do porto do Rio de Janeiro :: Carta de D. Luis Antonio de Souza ao mesmo Sr. sobre a economia do interior do Estado, fortalezas, defesa do porto do Rio de Janeiro, etc. :: Carta de D. Luis Antonio de Souza ao mesmo Sr. Conde de Oeyras sobre as devastações e usurpações do Rio Grande de São Pedro e seus distritos feitas pelo General Espanhol, Pedro de Cevallos :: Carta ao Sr. Conde de Oeyras sobre diversos assuntos :: Carta de D. Luis Antonio de Souza ao Sr. Conde de Oeyras sobre a indispensável vigilância aos nossos inimigos :: Carta ao Sr. Capitão Francisco Aranha Barreto, destacado no Rio Grande :: Carta ao Governador de Santa Catarina, Francisco de Souza e Menezes :: Carta ao Governador da Colônia, Pedro José Soares de Figueiredo Sarmento :: Carta para a Câmara de São Paulo, sobre a agricultura e o comércio :: Sobre o mesmo assunto, foram cartas para as Câmaras seguintes: Jundiaí, Parnaíba, Itu, Curitiba, Sorocaba, Guaratinguetá, Pindamonhangaba, Taubaté, Jacareí, Mogi das Cruzes, São Sebastião, Ubatuba, S. Vicente, Itanhaém, Iguape, Cananeia, Paranaguá e Santos :: Carta para o Alferes da Fortaleza de Bertioga :: e mais :::

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

O Baile das Lobas, Volume 1: A câmara maldita

O Baile das Lobas, Volume 1: A câmara maldita, Mireille Calmel, Editora Nova Fronteira, 2005, capa brochura, 345 páginas, 504gr.

::: Neste fabuloso romance histórico de Mireille Calmel, lobos, feiticeiras, terríveis senhores feudais e homens de honra, todos com seus destinos fantásticos, veem-se envolvidos em uma trama de amor e ódio, em uma narrativa poderosa e fascinante que nos deixa enleados com o trágico e místico destino de Isabel, filha mais velha do vassalo de Francisco de Chazeron.

Dezembro de 1500. Ao pé das muralhas do castelo de Montguerlhe, sob a lua gélida, jaz o corpo de uma jovem com os longos cabelos enlameados. Está ensanguentada e inconsciente. Como era belíssima e recusou-se a se entregar a seu senhor, Francisco de Chazeron, este mandou enforcar seu marido logo depois da cerimônia de casamento, violentou-a, espancou-a e marcou seu corpo com ferro em brasa. Depois, ordenou que a atirassem aos lobos.

Mas os lobos não farão mal a essa jovem desfalecida. Ela é um deles. Dizem que é capaz de conversar com esses animais e até mesmo que, nas noites de lua cheia, ela se transforma...

Todos acham que ela morreu e, no entanto, Isabel escapou. Oculta na floresta, liderando sua matilha, só tem uma ideia em mente: vingar-se! :::

O enigma Vivaldi - Peter Harris

O enigma Vivaldi, Peter Harris, Editora Relume Dumará, 2005, capa brochura, 294 páginas, 398gr.

::: Por que as esquisitices do genial compositor veneziano Antonio Vivaldi chamaram a atenção dos seus contemporâneos e, ao longo do tempo, fizeram correr rios de tinta? Antes de morrer, o padre vermelho, nome pelo qual era conhecido em virtude da cor dos cabelos, deixara um estranho documento com um terrível segredo. O destinatário é a Fraternitas Charitatis, seita a que pertenceu Vivaldi, encarregada de guardar saberes ocultos e perigosos. 

O que esconde o mistério legado por Vivaldi? O que há por trás do chamado enigma do padre vermelho? 

A presença em Veneza, no nosso século XXI, de um músico espanhol, devoto de Vivaldi, para realizar certas investigações sobre o compositor, conseguirá despertar a ambição de poderosas organizações. Por que tanto tempo depois há pessoas dispostas a matar para ter em seu poder o estranho documento? 

Peter Harris reconduz o leitor da Veneza dos doges, em pleno século XVIII, à atual cidade invadida pelos turistas, através das páginas de um romance de mistério e suspense, que prende a atenção e o interesse do leitor desde o seu início. :::


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Hospital das Letras - D. Francisco Manoel de Melo

Hospital das Letras, D. Francisco Manoel de Melo, Editorial Bruguera, s/d, capa brochura, 17,5x10,5cm, 141 páginas, 97gr.

::: Erudito, crítico, irônico é o Hospital das Letras, de D. Francisco Manuel de Melo, celebrado escritor português do século XVII.

Nele, repassa em revisão a literatura clássica numa análise única tratada no estilo ímpar de um dos grandes das letras portuguesas. :::

O ponto onde estamos - Viagens e viajantes na história da expansão e da conquista

O ponto onde estamos - Viagens e viajantes na história da expansão e da conquista (Portugal, séculos XV e XVI), Paulo Miceli, Editora Scritta, 1994, capa brochura, 238 páginas, 370gr.

::: O ponto onde estamos é mais que um livro sobre a época dos descobrimentos e das conquistas marítimas. Contrapõe-se à versão dominante da historiografia e aos rompantes cinematográficos à la Cecil B. de Mille. Paulo Miceli oferece ao leitor vasto painel do cotidiano das navegações. Em um apurado trabalho de pesquisa histórica, o autor reconstitui as dificuldades e os dramas a bordo das naus portuguesas nos séculos XV e XVI.

O ponto onde estamos é uma viagem na tormenta que formou as raízes do mundo moderno. :::

Nada é o que parece ser - Contos dispersos de Patricia Highsmith

Nada é o que parece ser, Contos dispersos de Patricia Highsmith, Editora ARX, 2005, capa brochura, 541 páginas, 741gr.

::: Uma brilhante compilação de 28 contos publicada pela primeira vez em livro. Enquanto algumas dessas histórias antecipam as narrativas diabólicas dos romances da série Ripley, outras carregam uma suavidade que nos convida a ver a autora sob uma nova perspectiva. :::

À margem de Alice - Joanna Hershon

À margem de Alice, Joanna Hershon, Editora Best Seller, capa brochura, 448gr.

::: Charlotte e Alice trabalhavam juntas em silêncio. Alice olhava para sua mãe, de quatro no chão, e se certificava de que ela estava esfregando. As mãos de Charlotte se pareciam com as suas. Eram mãos de dedos curtos e unhas roídas que não pareciam nada maternais. Seu cabelo era impressionantemente grosso, da cor exata de uma noz, e olhar era tudo o que Alice podia fazer para não tocá-lo do modo como tocaria um cavalo em uma baia - hesitante, com amor e medo, além de uma vergonha incessante pelos bolsos vazios de maçãs e açúcar, pela incapacidade de cavalgar. :::

Antologia do negro brasileiro - Edison Carneiro

Antologia do negro brasileiro, Edison Carneiro, Editora Globo, 1950, capa brochura, 432 páginas, 475gr.

:: Os estudos negros e a escola de Nina Rodrigues - Arthur Ramos :: O negro: objeto de ciência - Sylvio Romero :: O mandato da raça negra - Joaquim Nabuco :: Proteção aos escravos - José Bonifácio :: Carta de liberdade para os combatentes da independência :: A extinção do tráfico - Perdigão Malheiro :: A lavoura e o tráfico - Eusébio de Queiroz :: Liberdade do ventre - Silva Guimarães :: Extradição de escravos - Joaquim Nabuco :: Comércio interior de escravos - Tavares Bastos :: A última fonte de escravidão - Perdigão Malheiro :: e mais :::

Liberdade do ventre (Projetos) - Silva Guimarães

A Assembleia Geral Legislativa decreta:

Art. 1º - Todos os nascidos de ventre escravo no Brasil serão considerados livres da data da presente lei em diante.

Art. 2º - Os senhores de escravos ficam obrigados a libertar os mesmos escravos, toda vez que estes, pela sua alforria, derem uma quantia igual àquela por que foram comprados, doados ou havidos por qualquer outro título.

Art. 3º - Os senhores de escravos que forem casados não poderão vender ou alienar por qualquer forma um dos cônjuges sem o outro, sob pena de nulidade da alienação.

Ficam revogadas as leis e disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 22 de Março de 1850.

Contos de sábado à tarde - Filippo Garozzo

Contos de sábado à tarde, Filippo Garozzo, Editora de Cultura, 2006, capa brochura, 480 páginas, 587gr.

::: "Trata-se de um escritor que domina finamente os mais sutis engenhos do texto", disse sobre Contos de São Paulo o jornalista Renato Pompeu, escritor que é também um sutil leitor. Evidentemente, esse foi um dos pontos a impressionar a editora que eu sou quando, num feriado de Carnaval, comecei a ler o livro que se tornaria a estreia literária de Filippo Garozzo.

Desavisada, abri aquele volume pensando encontrar só uma enfiada de contos, mas esbarrei numa introdução que postergava a ficção. E, antes dela, apareceu ainda uma narrativa histórica sobre o bairro da Bela Vista. Adiante, um bairro descrito, um conto; mais um bairro descrito, mais um conto. E assim me descobri lendo um livro que era dois. E, a seguir, insistindo em publicar o trabalho, para o qual o autor pedira apenas a opinião da amiga e ex-colega jornalista dos bons tempos da revista Visão

Neste Contos de sábado à tarde, o autor faz agora um quase romance. Nele, seis amigos se reúnem nas tardes de sábado para jogar conversa fora no Café Molisano, cujo dono, entre um cliente e outro, participa também das discussões. São eles que, conduzidos pelos assuntos surgidos no bate-papo, contam as histórias. E são eles, muitas vezes, também os personagens delas, com suas ambições, suas covardias, suas paixões, seus erros incômodos. :::

Rebeliões da Senzala - Clovis Moura

Rebeliões da Senzala, Clovis Moura, Edições Zumbi, 1959, capa brochura, 237 páginas, 240gr.

::: Participação do escravo nos movimentos políticos :: Quilombos e Guerrilhas :: O Quilombo dos Palmares :: A Bahia no Tempo das Revoltas :: Insurreições :: Primeiras insurreições (1807-1913) :: Insurreição da Vila de São Mateus (1822) :: Uma revolta a bordo (1823) :: Quilombo do Urubu (1826) :: Insurreição de 1830 :: A Grande Insurreição :: Uma insurreição esquecida (1844) :: Tática de luta dos escravos :: Apêndice e documentos :::

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Uma rua de Roma - Patrick Modiano

Uma rua de Roma, Patrick Modiano, Editora Rocco, 1986, capa brochura, 134 páginas, 145gr.

::: Um homem à procura de sua identidade. Ao estilo de um verdadeiro detetive particular, ele a persegue como a um vulto esquivo em esquinas sombrias. Em bares esfumaçados, apartamentos decadentes; entre imigrantes russos, americanos ou flamengos; em fotografias antigas ou na precária memória das pessoas, ele busca pistas que lhe permitam retraçar a sua vida. Amores e amizades esquecidos, fuga e traição, momentos de calma ou de desespero: uma onda de lembranças surge a partir do encontro com as ruínas e os sobreviventes de seu passado. Os personagens, as situações, os ambientes descritos não são apenas símbolos, ou recursos narrativos, mas o foco de uma sensibilidade que envolve o leitor e o chama a participar da interpretação e da conclusão do texto.

De linguagem clara e narração fluente, Uma Rua de Roma se aproxima do gênero policial; sua atmosfera lembra algo do film noir. Mas seu encanto e conteúdo vão bem mais além, pois o que está em jogo é o valor existencial da memória do indivíduo. :::

Assassinos - Philippe Djian

Assassinos, Philippe Djian, Editora Scritta, 1995, capa brochura, 210 páginas, 221gr.

::: "Assassinos", publicado em 1994, é um romance do escritor francês Philippe Djian, conhecido por seu estilo direto e atmosfera densa. 

A história gira em torno de um narrador que trabalha para um "assassino" (uma figura metafórica ou real de grande poder) em uma pequena cidade dominada por uma fábrica que emite fumaça poluente.

O livro aborda o sequestro de um inspetor que investigava a poluição da fábrica, e as consequências desse ato na vida de diversos personagens. É uma narrativa sombria que explora as dinâmicas de medo, submissão e a corrupção moral de uma pequena comunidade. :::

Lendas urbanas - Jorge Tadeu

Lendas urbanas, Jorge Tadeu, Editora Planeta, 2010, capa brochura, 129 páginas, 256gr, ilustrado.

::: O homem do saco, A mulher do táxi, A gangue do palhaço são histórias verdadeiras ou não passam de pura imaginação? Polêmicas à parte, o fato é que qualquer um já foi tomado ou pela curiosidade ou pelo medo ao ouvir uma lenda urbana. Repletas de mistério, suspense e ação, essas histórias fazem qualquer um viajar em um universo paralelo e sobrenatural.

:: A loira do banheiro :: O roubo do rim :: A mulher do táxi :: A flor do cemitério :: A brincadeira do compasso :: O homem do saco :: A gangue do palhaço :: O tabuleiro Ouija :: O gato preto :: A bruxa do espelho :::

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Passagem secreta - Leila Cravo

Passagem secreta, Leila Cravo, Editora Rocco, 1979, capa brochura, 105 páginas, 137gr.

::: "Ora, direis, ouvir estrelas..." Menos que ouvir, ler. Menos que ler, entender e surpreender-se desvendando alguns de seus mistérios, um espanto ou outro, pequeninas e atraentes luzes na negritude imensa de uma solidão infinita que é a caracerística da maneira de ser do artista.

E é exatamente uma estrela que nos surpreende e nos grita, do fundo de sua sensibilidade e de sua solidão. Uma bela estrela, uma bem promovida estrela (talvez, em remotas épocas, capa de revista ou candidata a pin-up girl) e que, subitamente, através de sua prosa poética, surge mostrando-nos um avesso rico, limpo, poético e repleto de ternura. Ora, quem diria?! :::

Adeus, cinema - Vida e obra de Anselmo Duarte

Adeus, cinema - Vida e obra de Anselmo Duarte, Oséas Singh Jr., Editora Massao Ohno, 1993, capa brochura, 185 páginas, 312gr, ilustrado.

::: A carreira de Anselmo Duarte se confunde com meio século de história do cinema brasileiro. Na era pré-TV, foi o principal galā da Atlântida e da Vera Cruz. Era a coqueluche das plateias femininas. Como cineasta, dirigiu "O Pagador de Promessas", filme mais premiado do mundo em 1962. No festival de Cannes, conquistou a Palma de Ouro derrotando Fellini, Buñuel, Cacoyannis, Lumet, Bresson, Urayama, Petrovic, De Sica, Antonioni, entre outros. Obteve também os primeiros prêmios em San Francisco, Edimburgo, Cartagena, Acapulco, além da indicação para o Oscar de melhor filme estrangeiro. Em 1964, desmotivado com a censura fardada, Duarte abandona o cinema temporariamente. Apenas o tempo suficiente para retomar o fôlego e prosseguir em sua trajetória cinematográfica, totalizando mais de quarenta filmes. :::

Bala na agulha - Marcelo Rubens Paiva

Bala na agulha, Marcelo Rubens Paiva, Editora Siciliano, 3ª edição, 1992, capa brochura, 203 páginas, 216gr.

::: Bala na agulha não é um romance fácil de classificar. É policial? É político, erótico? Não, Bala na agulha dispensa classificação. É um romance puro, de uma grandiosa simplicidade, escrito numa linguagem ácidad, direta e veloz. É daqueles livros que o leitor não consegue largar. No país de Machado de Assis e Guimarães Rosa, é difícil que uma leitura despretensiosa e de entretenimento se imponha. 

Bala na agulha é uma aventura: o narrador, um traficante, se vê envolvido num assassinato em Nova Iorque e é obrigado a fugir. De volta ao Brasil, descobre que seu pai é o novo herói da nação: foi eleito primeiro-ministro. :::

Festas e tradições populares do Brasil - Melo Morais Filho

Festas e tradições populares do Brasil, Melo Morais Filho, Ediouro, 1967, capa brochura, 16x10,5cm, 562 páginas, 307gr.

::: Casamento na roça :: Ano-Bom :: O Carnaval :: A Festa do Divino :: A Noite de Natal :: A Véspera de Reis :: A Procissão de S. Benedito no Lagarto :: A Véspera de S. João :: O 2 de Julho :: O Entrudo :: O 7 de Setembro :: A Festa da Penha :: Os Cucumbis :: A Festa do Divino :: As Santas Missões :: S. Sebastião :: A Festa da Glória :: As encomendações das almas :: Corpus Christi :: Quinta-Feira Santa :: Sexta-Feira da Paixão :: Preces para pedir chuva :: O Dia de Finados :: A Festa da Moagem :: Um casamento de ciganos em 1830 :: Motins da Anarquia :: A Festa dos Mortos :: e mais :::

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Pelos caminhos do Tibete - Airton Ortiz

Pelos caminhos do Tibete, Airton Ortiz, Editora Record, 2ª edição, 2007, capa brochura, 263 páginas, ilustrado, 510gr.

::: Este livro vai além de um simples relato de viagem. Estão presentes as descrições minuciosas, as distâncias percorridas e o inusitado que surge diante dos viajantes radicais, tudo isso embalado em um texto fluente, repleto de bom humor. Mas este aventureiro é também um escritor que reflete sobre os caminhos explorados e as experiências vividas.

Iniciando seu caminho na Tailândia, Ortiz aparentemente é mais um visitante ocidental, que nos leva ao Oriente cosmopolita que a maioria já conhece. Mas ele logo abandona as rotas convencionais e começa a desvendar as segundas intenções dos guias, a beleza vazia de alguns templos, e nos apresenta um ines-quecível motorista de táxi, capaz de levá-lo à cidade que realmente procura. De alfaiatarias suspeitas a joalherias misteriosas, passando pelo turismo sexual, relaciona-se com contrabandistas de armas para revelar fantasmas tardios da Guerra do Vietnã.

Saindo da cidade, vamos até a verdadeira "Ponte do Rio Kwai", um dos momentos mais marcantes do livro. Fatos históricos, como a emocionante visita ao cemitério onde estão sepultadas as vítimas daquele embate, reafirmam a condição de Ortiz como um narrador poderoso.

O texto seduz o leitor, que acaba se familiarizando com reis guerreiros e empreendedores, com a vida de Buda, além da real face dos monges tibetanos. Entre os relatos, está a odisseia de uma rara estátua de esmeraldas que, durante séculos, vagou pelos mais diversos caminhos até converter-se em objeto de culto nos dias de hoje. :::

O beijo das sombras - Richelle Mead

O beijo das sombras, Richelle Mead, Nova Fronteira, 2009, capa brochura, 320 páginas, 454gr.

::: Lissa Dragomir é uma adolescente especial, por várias razões: ela é a princesa de uma família real muito importante na sociedade de vampiros conhecidos como Moroi. Por causa desse status, Lissa atrai a amizade dos alunos Moroi mais populares na escola em que estuda, a São Vladimir. Sua melhor amiga, no entanto, não carrega consigo o mesmo prestigio: meio vampira, meio humana, Rose Hathaway é uma dampira cuja missão é se tornar uma guardiã e proteger Lissa dos Strigoi - os poderosos vampiros que se corromperam e precisam do sangue Moroi para manter sua imortalidade.

Pressentindo que algo muito ruim vai acontecer com Lissa se continuarem na São Vladimir, Rose decide que elas devem fugir dali e viver escondidas entre os humanos. O risco de um ataque dos Strigoi é maior, mas elas passam dois anos assim, aparentemente a salvo, até finalmente serem capturadas e trazidas de volta pelos guardiões da escola.

Mas isso é só o começo. Em O beijo das sombras, Lissa e Rose retomam não apenas a rotina de estudos na São Vladimir como também o convívio com a fútil hierarquia estudantil, dividida entre aqueles que pertencem e os que não pertencem às famílias reais de vampiros. São obrigadas a relembrar as causas de sua fuga e a enfrentar suas temíveis consequências. E, quem sabe, poderão encontrar um par romântico aqui e outro ali. Mais importante, Rose descobre por que Lissa é assim tão especial: que poderes se escondem por trás de seu doce e inocente olhar? :::

Testemunhos e ensinamentos - Milton Campos

Testemunhos e ensinamentos, Milton Campos, Editora José Olympio, 1972, capa brochura, 319 páginas, 459gr.

::: A constante liberal de Minas Gerais :: As promessas de um cético :: A política de Emerson :: Toga e pecúnia :: Um cético no poder :: Texto antropofágico :: A cidade interior de Alphonsus de Guimaraens :: João Alphonsus :: Minas e São Paulo :: As razões de uma candidatura :: A Universidade e a Civitas :: O homem livre :: A lição cívica de Teófilo Otoni :: O pensamento político contemporâneo :: O dever dos moços :: A vida pública e o decálogo :: Decênio na Constituição :: Rousseau e a ambiguidade :: Duas grandes figuras humanas :: Evolução da civilização mineira :: e mais :::

O Capitalismo tardio - João Manuel Cardoso de Mello

O Capitalismo tardio, João Manuel Cardoso de Mello, Editora Brasiliense, 8ª edição, 1991, capa brochura, 184 páginas, 215gr.

::: O Capitalismo Tardio é uma tese e uma história. Suas páginas desfiam uma hipótese sobre a constituição do capitalismo brasileiro e, ao mesmo tempo, contam a história intelectual do núcleo fundador do Departamento de Economia da Universidade de Campinas. Éramos todos cepalinos e, portanto, réprobos, num momento da vida brasileira e latino-americana em que a vitória do pensamento conservador e tecnocrático parecia definitiva. Éramos todos deserdados do debate político e social do pós-guerra que cessou, de repente, numa manhã de abril de 1964. 

Foi nesse grande silêncio que pudemos escutar com maior clareza as vozes dos que tiveram a ousadia de pensar e dos que ainda teimavam em fazê-lo no exílio ou desterrados no meio de seu povo.

Do Prefácio de Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo :::


Judas, o obscuro - Thomas Hardy

Judas, o obscuro, Thomas Hardy, Volume 27 da coleção Os Imortais da Literatura Universal, Editora Abril, 1971, capa dura, 461 páginas, 561gr.

::: "Judas, o Obscuro" (1895), de Thomas Hardy, é um romance vitoriano trágico que critica ferozmente as restrições sociais, o casamento, a igreja e o elitismo educacional. A trama acompanha Jude Fawley, um pedreiro pobre e autodidata cujos sonhos acadêmicos e amorosos são arruinados pela pobreza, pressões sociais e convenções rígidas, resultando em um destino sombrio. :::

Floradas na serra - Dinah Silveira de Queiroz

Floradas na serra, Dinah Silveira de Queiroz, Volume 72 da coleção Mestres da Literatura Brasileira e Portuguesa, Editoras Record/Altaya, 1988, capa dura, 162 páginas, 228gr, bem conservado, apenas com os recortes amarelecidos. Etiqueta de sebo na última folha. 

::: "Floradas na Serra" (1939), romance de estreia de Dinah Silveira de Queiroz, retrata a vida de jovens tuberculosas em sanatórios de Campos do Jordão nos anos 1940. A protagonista Elsa amadurece enfrentando o isolamento, o preconceito e a busca pela cura. A obra mistura drama, amor e um clima de "Montanha Mágica". :::


Achados - Caique Botkay

Achados, Caique Botkay, Editora Nova Fronteira, 2002, capa brochura, 27,5x20,5cm, 240 páginas, ilustrado, 712gr.

::: Este livro poderia se chamat "O livro da diversistade" ou "Amigos ilimitados". A ideia inicial era batizá-lo como "Textos que nunca imaginei ver publicados", mas cedo começaram a chegar as múltiplas formas de participação e já não eram apenas textos, o que só vem enriquecer estas páginas e nos mostrar as inúmeras expressões que guardamos por nossa vida afora. Ou adentro, se me permitem, já que tratamos de temas tão vastos e particulares como a emoção e a memória. E eis que surgem pequenos papéis bem dobrados, anotações, desenhos, guardados por dez, vinte, quarenta anos. E é aí que descobrimos a saudade de nós mesmos. Pensei ainda em uma solução mais erudita: "Analecto predilecto." Assim todos teriam, como eu, que correr ao Aurélio para descobrir que analecto é uma coleção de escritos, antologia, coleção de aforismos ou ditos célebres. E predilecto é predileto mesmo, acrescido de um "C" para servir de ponte com nossas origens lusitanas e também como rima. Pobre, mas rima. :::

O Quarteto de Alexandria - Lawrence Durrell

O Quarteto de Alexandria - Justine, Balthazar, Mountolive e Clea -, Lawrence Durrell, Ediouro, 2006, capa brochura, 1.774gr. 


::: Este box contém os quatro volumes que compõem a tetralogia 'O quarteto de Alexandria' - 'Justine', 'Balthazar', 'Mountolive' e 'Clea'. 'Justine', livro que abre a série, narra, sob o ponto de vista de um jovem aspirante a escritor, os encontros e desencontros de um grupo de amigos que se conhece na cidade de Alexandria, no Egito, no período anterior à Segunda Guerra Mundial.O narrador se envolve com duas mulheres - Justine e Melissa. A partir desta complexa relação, surge uma trama carregada de erotismo e sutilezas. 'Balthazar' traz uma narrativa envolvente em que o narrador, isolado em uma ilha onde vive com a pequena filha de Melissa, recebe a inesperada visita de Balthazar, que lhe entrega os originais de 'Justine'. Relendo seu próprio manuscrito e os comentários do amigo, ele revive seu envolvimento com as mulheres de seu passado e toma conhecimento de novos fatos. Em 'Mountolive', terceiro volume do 'Quarteto de Alexandria', o autor apresenta os eventos de 'Justine' e 'Balthazar' sob uma perspectiva nova. Narrada em terceira pessoa, a trama gira em torno do diplomata David Mountolive e tem como ponto de partida as lembranças de sua paixão por Leila. Após viver anos isolado em uma ilha, com a filha de Melissa, L. G. Darley regressa a Alexandria a pedido de Nessim, levando a menina para que o pai e Justine a conheçam. A volta do escritor é o fio condutor de 'Clea', último volume da tetralogia. :::

Michelangelo - Díe Blauen Bücher - Max Sauerlandt

Michelangelo - Díe Blauen Bücher, Max Sauerlandt, Edição Karl Robert Langewiesche - Verlag / Konigstein im Taunus, 1952, capa brochura com sobrecapa de papel, 26x19cm, 13 páginas de texto e 99 páginas com imagens, 423gr.




Porta dos Fundos - Virginie Leite (edição)

Porta dos Fundos, Virginie Leite (edição), Editora Sextante, 2013, capa brochura, 24,5x19,5cm, 240 páginas, 931gr.


::: Forçando só um pouco a analogia, pode-se dizer que a história do humor brasileiro foi uma espécie de desnudamento progressivo, e já me explico. Ele foi deixando pelo caminho peças de roupa e adereços: o colarinho largo e o nariz vermelho do palhaço de circo, a roupagem caipira e o dente preto das duplas sertanejas (no tempo em que as duplas sertanejas eram engraçadas de propósito), a maquiagem exagerada do cômico de teatro de revista, depois os estereótipos beirando o grotesco dos humorísticos da televisão, ou as caracterizações beirando o genial de um Chico Anysio, até chegar ao humor de cara limpa, sem adereços, sem roupa diferente e sem nenhum dente faltando do stand-up.

A turma do Porta não se priva de apelar, vez que outra, para fantasias de super-heróis, de profetas barbudos, de Jesus Cristo, mas a maior parte do seu humor é feito por pessoas normais em roupa de todo dia (em situações anormais e dementes, é verdade, mas poderiam ser você e eu). O tal desnudamento progressivo do humorismo brasileiro que deu na geração do Porta, filha da internet, também deu na valorização da palavra, no texto acima de tudo.

Nunca antes o humor brasileiro tinha sido tão ousadamente inteligente. Só posso imaginar um prazer maior do que ler estas transcrições de sketches (ainda se diz sketches?), muitos dos quais já se tornaram clássicos: participar de uma reunião de criação da turma. Mesmo com o risco de ter que sair numa maca depois de tanto rir.

Luis Fernando Verissimo :::

A vida de Joaquim Nabuco - Luiz Viana Filho

A vida de Joaquim Nabuco, Luiz Viana Filho, Companhia Editora Nacional, 1952, capa brochura, 355 páginas, 742gr, com 9 ilustrações.

::: O principezinho :: René :: O soldado de Deus :: A viagem romântica :: O tempo perdido :: Aliança com o futuro :: A vela ao tufão :: A caverna de Davi :: O semeador de ideias :: Peregrino da abolição :: A boa Sibila :: A estrada de Damasco :: Política e letras :: Ecce Homo! :: O contraponto :: Um mar de tristezas :: A Rocha Tarpeia :: Rio Branco :: Viagem ao Brasil :: Um sopro :::

Os Rapazes d´A Onda e Outros Rapazes - Eustáquio Gomes

Os Rapazes d´A Onda e Outros Rapazes, Eustáquio Gomes, Editora Pontes, 1992, capa brochura, 160 páginas, 202gr.

::: Setenta anos depois da Semana de Arte Moderna, surpreende saber que muito antes das ideias modernistas chegarem ao Rio, ao Nordeste, a Belo Horizonte e ao Sul do país, o programa futurista já era discutido e praticado nas pequenas cidades do interior de São Paulo, conjugado a um violento desejo de metropolização e cosmopolitismo da província. Esta é a história relatada neste ensaio, onde o autor tenta o fascinante exercício de erguer das cinzas homens que falharam em seus ideais mais caros, para uma vez mais colocá-los de pé, como se fosse possível dar-lhes... :::

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

O desejo de pintar e outros poemas em prosa de Charles Baudelaire

O desejo de pintar e outros poemas em prosa de Charles Baudelaire, versão para o português e pinturas de Mario Vale, organização de Denyse Cantuária, Editora Noovha América, 2008, capa brochura, 47 páginas, 151gr.

::: Mario Vale, inspirado em Charles Baudelaire, faz um duplo convite ao leitor jovem, para que se reconheça no universo desse enorme poeta e experimente a beleza das imagens que ele compôs para ilustrar o seu O desejo de pintar e outros poemas em prosa. :::

Ê, Povo, ê - Holanda Cavalcanti

Ê, Povo, ê, Holanda Cavalcanti, Versal Editores, 2007, capa brochura, 163 páginas, 751gr, muito bem conservado. 

::: Desde que iniciou seu trabalho como fotógrafa, Holanda Cavalcanti elegeu os negros para estarem no centro de sua arte. Na Bahia, sua terra do coração, aprendeu a conhecê-los e admirá-los. Em viagens pelo Brasil e pela África, como repórter fotográfica, encontrou semelhanças e diferenças culturais que aguçaram seu interesse e sua sensibilidade.

Este livro apresenta uma seleção do trabalho de mais de 20 anos de Holanda Cavalcanti. Outros fotógrafos elegeram os negros para serem os protagonistas de sua arte. Mas poucos obtiveram o mesmo alcance humano que ela. Por um motivo simples e decisivo: Holanda Cavalcanti tem o dom de captar a beleza das pessoas.

Com a mesma sensibilidade, ela consegue penetrar na interioridade do ser humano e, também, docu-mentar o seu ambiente cultural externo. É esta unidade entre mundo interior e mundo exterior, mais que outras virtudes, o que distingue e qualifica o seu trabalho fotográfico. É o que a torna uma artista especial. :::





quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Francisco Rebolo - Vol. 20 Col. Folha Grandes Pintores Brasileiros

Francisco Rebolo - Volume 20 da Coleção Folha Grandes Pintores Brasileiros, Folha da Manhã & Instituto Itaú Cultural, 2013, capa dura, 28,5x24cm, 93 páginas, fartamente ilustrado, 672gr.

::: Francisco Rebolo (1902-80) trabalhou inicialmente como decorador de paredes, foi jogador de futebol e se iniciou na pintura ao ingressar no Grupo Santa Helena em 1933, tornando-se um nome de destaque da "escola paulista" de pintura, como definiu Mário de Andrade em 1939. A obra de Rebolo se caracteriza por um modernismo moderado - essencialmente figurativa, baseia-se em personagens e paisagens da capital paulista. Além de ter sido jogador do Corinthians (de 1921 a 1927), o artista criou na década de 1930 o símbolo que até hoje representa o clube. :::




Cisnes de Leonardo - Karen Essex

Cisnes de Leonardo, Karen Essex, Suma de Letras, 2006, capa brochura, 324 páginas, 572gr.

::: "Cisnes de Leonardo" é a história das fascinantes irmãs dEste - Beatrice, duquesa de Milão, e Isabella, marquesa de Mântua - e de sua competição pelo amor de um dos príncipes mais influentes da Itália, Ludovico Sforza, e pelo prêmio maior: ser imortalizada em um quadro a óleo pelo pintor e engenheiro da corte de Milão, Leonardo da Vinci. Sensual e inteligente, esta história de amor, intriga e arte criada por Karen Essex é inesquecível, e fará você correr em busca das obras do gênio da pintura - não para encontrar as pistas de um mistério, e sim para contemplar os segredos do coração humano. :::

A talentosa Highsmith - Joan Schenkar

A talentosa Highsmith, Joan Schenkar, Editora Globo, 2012, capa dura, ilustrado, 800 páginas, 1.258gr.

::: A história da escritora Patricia Highsmith é tão misteriosa e fascinante quanto a de seu personagem favorito, Tom Ripley, o "herói-criminoso" amoral e ambiguo que protagonizou O talentoso Ripley e outros quatro livros.

Nascida em 1921, em Fort Worth, Texas, Highsmith passou a juventude em Nova York. Mudou-se para a Europa nos anos 1960 e viveu principalmente na França e na Suíça, onde morreu em 1995. Foi mais festejada na Europa do que nos Estados Unidos e, para muitos, alçou o gênero policial à condição de grande literatura.

Com acesso inédito a arquivos, diários, correspondências, objetos pessoais e amigos íntimos, Joan Schenkar produziu um livro original, organizado de acordo com as obsessões de Patricia Highsmith, escritora artisticamente obcecada pelo duplo. Nele é possível contemplar a obra de um gênio peculiar que atraiu cineastas como Alfred Hitchcock, René Clément, Wim Wenders, Anthony Minghella e Liliana Cavani. :::


Ensaio d´um quadro estatístico da província de São Paulo

Ensaio d´um quadro estatístico da província de São Paulo, Coleção Paulística, Volume XI, Daniel Pedro Müller, Governo do Estado de São Paulo, 3ª edição facsimilada, 1978, capa brochura, 266 páginas, 458gr.

::: O isolamento da vila de São Paulo, à época da colônia, resultou, como ninguém ignora, na constituição, no patamar piratiningano, de uma sociedade homogênea, orgulhosa de sua quase autonomia. O Tietê (vale a pena insistir) parece explicar a vocação paulista. Dando as costas ao mar, avança sertão adentro, como que sinalizando nosso destino. A semente dadivosa, plantada pelos bandeirantes, deitou rebentos no solo fértil. O homem do Planalto não decepcionou seus ancestrais. O café chegou ao Vale do Paraíba no fim do século XVIII e, tendo início a marcha verde, ascensional, a Província pobre despertou. :::

Aldo Bonadei - Vol. 17 Col. Folha Grandes Pintores Brasileiros

Aldo Bonadei - Volume 17 da Coleção Folha Grandes Pintores Brasileiros, Folha da Manhã & Instituto Itaú Cultural, 2013, capa dura, 28,5x24cm, 93 páginas, fartamente ilustrado, 668gr.

::: O pintor Aldo Bonadei (1906-74) é um nome importante da arte moderna brasileira. Na década de 1930, integra o Grupo Santa Helena - associação de artistas modernistas - e a Família Artística Paulista. Retrata, inicialmente, personagens paulistas e paisagens dos arredores de São Paulo, pintadas ao ar livre na companhia de seus amigos santelenistas. Influenciado pela música, caminha em direção à abstração, participando da I Bienal Internacional de São Paulo em 1951 e da Bienal de Veneza em 1952. Além de pintar, também esteve envolvido na cena teatral de São Paulo, criando figurinos para peças de Nelson Rodrigues (Vestido de Noiva) e de Ariano Suassuna (Casamento Suspeitoso), entre outras. :::