::: Os
Contos indiscretos de Sergio Keuchgerian são mesmo indiscretos.
Transgressores. Felizmente, Sergio tem simpatia tanto pelo santo quanto pelo
pecador. Ora são verdadeiras confissões, em primeira pessoa, ora são histórias
narradas por um requintado e amoroso voyeur. O escritor parece apropriar-se, ou
melhor, entrar na alma de seus personagens, sejam eles homens ou mulheres.
Sergio Keuchgerian escreve sem pecado, remorso ou pudor; escreve com sabor, inocência, delícia. Amorosamente. A delicadeza, mesclada ao humor, a leve cinismo, percorre todos os contos.
Um livro belo, transgressor e delicado, em que fina ironia, crenças e dúvidas convivem com a inteligência e a sensibilidade do autor. :::

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