quinta-feira, 14 de maio de 2026

Dicionário da Pintura Moderna

Dicionário da Pintura Moderna, Editora Hemus, 1981, capa brochura, 380 páginas, 536gr

::: Acolhido, como obra de referência indispensável e de documentação, o "Dicionário da Pintura Moderna" veio ao encontro de nova necessidade: o interesse crescente que atraia para a arte moderna público sempre mais numeroso e mais exigente.

De tal maneira o dicionário abarca um século de pintura, de 1850 a 1950: de Manet a Pollock, do Impressionismo à "action painting." O leitor pode estar certo de que encontra panorama completo e detalhado das diversas tendências da pintura moderna, tanto na França quanto no estrangeiro.

A amplitude do projeto impunha certos limites. Se não hesitamos em conceder lugar saliente aos artistas que se situam no fim do último século e no princípio do atual, tivemos, ao invés, no que respeita a atualidade mais recente - matéria fluida e mutável - de nos limitar aos pintores que até agora ofereceram o que há de essencial na sua mensagem logo após o término da segunda guerra mundial. E, portanto, possível, ou mesmo provável que este dicionário pareça a alguns leitores, incompleto. Contudo, pensamos que realizamos a nossa tarefa, nos limites que nos impusemos, com eqüidade e honestidade. Quisemos que cada monografia não fosse tão-só enumeração seca de datas e descrições, mas também estudo critico, análise exaustiva e, tanto quanto possível, atraente do talento ou do gênio, concepções, técnica, influências sofridas e transmitidas, que caracterizam o artista e o situam no meio e no tempo respectivos.

Complemento essencial dessas monografias são as rubricas relativas aos diversos movimentos, tendências e grupos que contribuíram para a formação e desenvolvimento das expressões mais diversas de nossa época, do Impressionismo à Abstração: Nabis, Jugendstil, Fauvismo, Cubismo, Bauhaus, Expressionismo etc. De tal maneira situa-se cada pintor no respectivo movimento pictórico; e conse-gue-se retificar o que teria podido haver de arbitrário na classificação alfabética.

A esses artigos de base, vëm juntar-se outros: uns consagrados aos homens que se misturaram intimamente à vida artística do seu tempo, ou que por vezes chegaram mesmo a suscitá-la, de Apolinário a Breton, de Fénéon ao dr. Gachet, ou ainda de Kahnweiller a Herwarth Walden e Alfred Stieglitz; outros acontecimentos como os "Ballets" Russos, o "Armory Show"; a publicações como a Revista Branca, O Espírito Novo; a lugares tão ricos de recordações como La Ruche ou le Bateau-Lavoir.

Em resumo, o leitor disporá não só de instrumento de trabalho preciso e documentado, mas igualmente de livro próprio ao deleite e à reflexão, cada autor tendo-se esforçado por tornar sensível o halo dificil de definir apesar de muito real que percebeu em torno de tal mestre ou tal escola. Por nossa vez, sustentamos esse esforço de análise e de ressurreição por meio de abundante ilustração, escolhendo principalmente quadros em que os pintores oferecem o que têm de melhor e por meio dos quais conseguem sobreviver a si próprios. :::


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