Cartas ao irmão - Brasiliana 342, Lafayette Rodrigues Pereira, Companhia Editora Nacional, 1968, capa brochura, 248 páginas, 367gr.
::: Até agora não se escreveu nenhum estudo biográfico profundo sobre Lafayette. Muitos tem tratado de sua curiosa personalidade. Todos o proclamam fascinante como escritor de gosto, como debatedor sutil. A sua carreira política é das mais curiosas. Signatário do Manifesto republicano de 1870, ultrapassa os reacionários nas provas de confiança e de estima dos chefes monárquicos e do próprio Imperador: presidente de província, deputado, ministro, senador, chefe de governo, embaixador. E tudo isso sem dispor de grande fortuna, nem de excepcional força eleitoral: "montado em dois livrinhos", como ele dizia, considerados unanimemente obras-primas de nossa literatura jurídica.
Em seguida, não adere à república dos sonhos de mocidade e passa o fim de seus dias entregue unicamente ao labor de jurisconsulto e de escritor. Mas não se recusa a colaborar como jurista com o Barão do Rio Branco. Deve-se-lhe a mais famosa apologia de Machado de assis, que lhe abre as portas da Academia Brasileira de Letras. :::

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