::: Da escuta diária de seus pacientes, mas também da observação aguçada de nossos comportamentos, Tony Anatrella extrai uma tese original, mas magistralmente exposta: nossa sociedade dita "liberada" é, na verdade, a do "sexo esquecido", negado, a da recusa do corpo, da diluição da sexualidade numa sensualidade vaga, em que o sensorial prevalece sobre o racional.
São abundantes os exemplos aqui analisados como nunca se havia imaginado - do uso do jeans que modela e comprime as formas, passando pelo rock, que exibe um corpo solitário e fechado, até o Grand Bleu (Imensidaão Azul), descrito corretamente como o filme que cultura uma adolescência que se perde num universo matricial difuso e assexuado.

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