quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Devoradores de sombras - Richard Lloyd Parry

Devoradores de sombras, Richard Lloyd Parry, Editora Três Estrelas, 2015, capa brochura, 493 páginas, 599gr. 

::: Em 2000, a inglesa Lucie Blackman desapareceu em Tóquio. A investigação policial levou à descoberta de um crime abominável e à prisão de um milionário, Joji Obara, predador sexual capaz dos mais mirabolantes subterfúgios. Neste livro-reportagem, o jornalista Richard Lloyd Parry faz uma reconstituição impactante da vida na capital japonesa, do crime e do julgamento, ao mesmo tempo que cria o espantoso retrato de uma jovem sonhadora e de sua família, atingida pela tragédia de um bárbaro assassinato.

Considerado por várias publicações um dos melhores livros de não ficção de 2012, Devoradores de sombras é um legítimo herdeiro dos clássicos A sangue frio, de Truman Capote, e A canção do carrasco, de Norman Mailer. :::

Modernidades negras - A formação racial brasileira (1930-1970)

Modernidades negras - A formação racial brasileira (1930-1970), Antonio Sérgio, Alfredo Guimarães, Editora 34, s/d, capa brochura, 297 páginas, 369gr. 

::: Autor mais citado do país nos estudos sobre relações de raça, classe e cor, e defensor de primeira hora das ações afirmativas e das cotas raciais, Antonio Sérgio Alfredo Guimarães reviu e reuniu aqui seus textos mais emblemáticos, alguns deles considerados já clássicos, sobre a constituição da intelectualidade e da consciência negras no Brasil do século XX. Estes ensaios, que incluem uma revisão do recente “A democracia racial revisitada”, foram articulados sob o conceito de “formação racial”, ou seja, o processo de ressignificação política que diferentes grupos fizeram do termo racista original, “negro”, como modo de identidade política para reorganizar a revolta, a luta pela igualdade e a construção de um novo imaginário coletivo — uma nova cultura, antirracista, descolonial e autêntica, que busca firmar um novo humanismo. :::


Memorial do inferno - A saga da família Almeida no Jardim do Éden

Memorial do inferno - A saga da família Almeida no Jardim do Éden, Valdeck Almeida de Jesus, Editora Scortecci, 2005, capa brochura, 195 páginas, 239gr.

::: Valdeck, enfim lá vai. Boa sorte! Um dia recebi um e-mail de Valdeck falando que queria que eu escrevesse um texto para a introdução do seu livro. Assim fez a minha cabeça: uma série de interrogações, interjeições, pontos seguimento e por fim um ponto final. Esse ponto final veio do reconhecimento da importância de ouvir os outros - suas histórias, suas angústias, suas vitórias, enfim... Tentar por uns instantes reeducar o nosso olhar para a história do outro, e assim reavaliar ou estimular ou reafirmar valores da nossa própria história. :::



Filosofia e Violência: Sentido e Intenção da Filosofia de Éric Weil

Filosofia e Violência: Sentido e Intenção da Filosofia de Éric Weil, Marcelo Perine, Edições Loyola, s/d, capa brochura, 338 páginas, 398gr. 

::: Para Éric Weil, a polaridade de filosofia e violência exprime a profunda significação ética do ato de filosofar, o ato de uma liberdade que escolhe a razão e, por isso mesmo, situa e julga a não-razão, que tem lugar na recusa do consenso sensato, na recusa do universal, que abandona o indivíduo ao absurdo da violência. A filosofia de Weil parece alcançar aqui a fronteira última do espaço espiritual da nossa civilização, que acolhe em seu seio o ato de filosofar e que, por conseguinte, admite como ideal a busca da satisfação, não da desrazão do mais forte, mas na razão do melhor ou do mais justo. É aí que reside o motivo profundo da atualidade de Éric Weil, que se impõe a quantos se aproximam de sua obra. :::


Fogo com fogo - O novo poder feminino - Naomi Wolf

Fogo com fogo - O novo poder feminino e como o século XXI será afetado por ele, Naomi Wolf, Editora Rocco, 1996, capa brochura, 453 páginas, 520gr. 

::: Muitas mulheres aprovam os objetivos do feminismo, mas não se dizem feministas. Neste estudo, Naomi Wolf, autora de O mito da beleza, aborda o movimento em si, bem como a visão que dele tem a mulher comum, não ativista.

Procurando sempre "equilibrar o desequilíbrio do poder entre os sexos", explica a autora, o movimento feminista pode ter cometido um erro ao identificar as mulheres como vítimas da sociedade, ao estimulá-las para a união através da dor, e não do prazer.

É diante desta distorção que Naomi Wolf nos apresenta o feminismo do poder. Nada mais que uma visão aberta e realista da mulher vencedora, de seus desejos e possibilidades, prontos a serem concretizados na próxima virada de século. :::

Um pé de milho - Rubem Braga

Um pé de milho, Rubem Braga, Editora Record, 6ª edição, 2002, capa brochura, 176 páginas, 211gr.

::: Entre os livros de Rubem Braga, este ocupa um lugar de destaque pelos louvores recebidos da crítica especializada, ao sair a sua primeira edição, e pelos aplausos e imediata aceitação que mereceu dos leitores. 

Em Um pé de milho, encontram-se algumas crônicas intensamente líricas, inspiradas por um grande amor, caso de "Passeio à infância", "Não mais aflitos" e "Dia da Marinha"; uma joia de humorismo que é "Aula de inglês"; várias outras histórias que são pequenos folhetins surrealistas, como o caso do corrupião e o do caminhão cheio de dinheiro; crônicas de costume e de política, recordações de Paris e Casablanca, flagrantes de Cachoeiro, no Espírito Santo, onde nasceu, e do Rio de Janeiro, cidade que o adotou e foi por ele adotada. :::

Sobre o Islã - A afinidade entre Muçulmanos, Judeus e Cristãos e as origens do terrorismo

Sobre o Islã - A afinidade entre Muçulmanos, Judeus e Cristãos e as origens do terrorismo, Ali Kamel, Editora Nova Fronteira, 2007, capa brochura, 321 páginas, 394gr. 

::: Escrito de forma a prender a atenção, até mesmo do leitor não particularmente interessado em temas políticos ou religiosos, “Sobre o Islã” é uma lição de como fazer uma boa análise de um assunto que ocupa parte significativa do noticiário atual. Kamel certamente conseguirá atingir os objetivos expressos logo no início da obra junto àqueles que dedicarem algumas horas à leitura de seu livro: “Estarei satisfeito se conseguir (…) ressaltar que as três religiões monoteístas têm mais pontos em comum do que antes o leitor imaginava”, e “dar ao leitor ainda mais certeza de que nenhuma delas é base para o horror do terrorismo”.

"Quando comecei a escrever o livro, dei-me conta de que eu devia evitar o caminho de mostrar mais as diferenças, de realçar o que o Islã tem de estrangeiro, de exótico, de estranho, caminho que a maior parte dos livros sobre o assunto costuma trilhar. Eu apostei em outra estratégia: dar ênfase ao que é familiar, ao que é comum, ao que é semelhante". :::