segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Vassallu - A saga de um cavaleiro medieval - Sérgio Mudado

Vassallu - A saga de um cavaleiro medieval, Sérgio Mudado, Editora Altana, 2006, capa brochura, 454 páginas, 706gr.

::: Ao longo de um inquérito, na Jerusalém conquistada pelos cruzados, os mistérios e extravagâncias da Idade da Fé desfilam diante dos nossos olhos. Teria o cavaleiro Ybert de Troyes sido vítima de endemininhamento ou de loucura? Teria o barão Hariulf, possuído pelo Javali Negro, penetrado na alma de seu filho bastardo? E Théodore, a mãe, viva na figura de Jérôme, protagonizaria um amor incestuoso? Seria a chamada Idade das Trevas uma época em que Deus e o Diabo disputaram o homem? E o tempo? Seria o tempo "uma mentira nascida tão-só da marcha do mundo, um mero fruto dos acontecimentos e, por conseguinte, inexistente por si mesmo"? 

Repasso para o leitor os conselhos que recebi do autor: desconfie do narrador - médico, astrólogo, filósofo, o Ruivo é um especulador -, mas se entregue a esta aventura fascinante transcorrida no Ano Mil. :::

Pela Cidade - Guilherme de Almeida

Pela Cidade, Guilherme de Almeida, Editora Martins Fontes, 2004, capa brochura, 18x12,5cm, 551 páginas, 562gr.

::: "De 14 de julho de 1927 a 8 de novembro de 1928, Guilherme de Almeida escreveu as crônicas a que deu o título geral de "Pela Cidade" no Diário Nacional, órgão oficial do Partido Democrático que na época fazia oposição ao Partido Republicano Paulista.

Assinava-se Urbano. São crônicas divertidas, surpreendentes, raras, que os leitores só encontrarão aqui ou na seção de obras raras de alguma boa biblioteca pública a que dificilmente terão acesso.

São crônicas raras também porque depois Guilherme de Almeida não escreveu nada igual ou parecido nas muitas centenas de crônicas que publicou em outras séries de outros jornais.

Para estabelecer o contraste entre a cidade que lhe inspirou esses instantâneos e a cidade de seus sonhos alguns anos depois, completa o volume o depoimento do poeta sobre a mesma cidade num texto de 1967, também inédito em livro, Meu roteiro sentimental da cidade de S. Paulo". - Frederico O. P. de Barros